Beto Matos na FLIP 2026 é um dos destaques da programação paralela da Festa Literária Internacional de Paraty. O ator e escritor participa, no dia 25 de julho, às 16h, da mesa Este Velho Mundo Novo (e Louco): O Tempo do Fragmento, promovida pela Casa Urutau. O encontro discutirá como a literatura contemporânea tem buscado representar experiências marcadas pela aceleração, pela memória e pela fragmentação do tempo.
A participação do autor acontece em um momento importante de sua trajetória literária, impulsionada pelo romance Longitude 33º Oeste, publicado pela Editora Urutau. A obra explora temas como pertencimento, resistência e sobrevivência a partir da história de uma família isolada no Atol das Rocas.
Ao lado dos escritores Leonardo Mourão Carrara e Zeh Gustavo, Beto Matos refletirá sobre as transformações das formas narrativas e os desafios de traduzir, pela literatura, as experiências humanas do presente.
A mesa da Casa Urutau propõe uma discussão sobre as novas maneiras de construir narrativas em um mundo cada vez mais fragmentado. O debate abordará a relação entre memória, tempo e experiência, além de analisar como escritores contemporâneos respondem às mudanças sociais e culturais por meio da ficção.
Segundo Roberto Basílio de Matos, a fragmentação narrativa vai além de um recurso estético. Para o autor, ela reflete a maneira como as pessoas vivem, lembram e compreendem a realidade.
A discussão também reforça o papel da literatura como ferramenta de reflexão diante das transformações da experiência humana e das novas formas de percepção do mundo.
O romance Longitude 33º Oeste apresenta uma narrativa construída por múltiplos pontos de vista e uma estrutura não linear. A obra acompanha uma família que tenta sobreviver no isolamento do Atol das Rocas, cenário que se transforma em uma metáfora sobre a fragilidade humana e a importância das conexões sociais.
Com experiência no teatro e na dramaturgia, Beto Matos incorpora ritmo, oralidade e sonoridade ao processo de escrita. O resultado é uma narrativa que combina lirismo e regionalismo para aprofundar questões universais, como solidão, deslocamento, memória e sobrevivência.
Ao ambientar a trama em um território isolado, o escritor amplia a reflexão sobre a condição humana e questiona os impactos da ruptura dos laços que sustentam a vida em comunidade.
Roberto Basílio de Matos, conhecido também como Beto Matos, acumula uma trajetória de destaque nas artes. Cofundador da companhia de teatro Phila7, recebeu o Prêmio Funarte de Dramaturgia em 2005 e já publicou obras como Guarda-chuva? Guarda-chuva!, vencedora do Prêmio Lusofonias em Portugal, e Nosso Diário, lançado em 2019.
Sua participação na Casa Urutau, durante a FLIP 2026, consolida sua presença entre os autores que discutem os caminhos da literatura brasileira contemporânea e as novas possibilidades de narrar a experiência do presente.
Mesa: Este Velho Mundo Novo (e Louco): O Tempo do Fragmento
Data: 25 de julho de 2026
Horário: 16h
Local: Casa Urutau – FLIP 2026, Paraty (RJ)
Participantes: Roberto Basílio de Matos, Leonardo Mourão Carrara e Zeh Gustavo

