Livro discute liberdade religiosa e igualdade racial no Brasil

Livro discute liberdade religiosa e igualdade racial no Brasil

Quem Foi Que Falou em Igualdade? é o novo livro da jornalista, antropóloga e pesquisadora Rosiane Rodrigues de Almeida. Publicada pela Editora Telha, a obra analisa os desafios da liberdade religiosa e da igualdade racial no Brasil, com foco nas disputas em torno dos direitos dos povos de terreiro e das políticas públicas de combate ao racismo.

A pesquisa toma como ponto de partida a trajetória do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro do Rio de Janeiro, criado em 1989 e considerado o primeiro órgão do gênero no país. A partir desse espaço de representação, a autora reconstrói debates e conflitos que marcaram a formulação de políticas voltadas à promoção da igualdade racial.

Segundo Rosiane Rodrigues de Almeida, o livro revela os bastidores da luta dos religiosos de matriz africana por reconhecimento e garantia de direitos em um contexto de transformações sociais e políticas.

Livro investiga os desafios da liberdade religiosa no Brasil

Ao longo de 152 páginas, Quem Foi Que Falou em Igualdade? examina as tensões entre pertencimento religioso, identidade racial e representação política. A autora analisa como setores das igrejas neopentecostais e praticantes das religiões de matriz africana se posicionaram diante da criação de mecanismos legais de proteção à liberdade de crença.

A obra também apresenta discussões sobre iniciativas que resultaram em instrumentos de defesa de direitos, como o Estatuto da Igualdade Racial e outras políticas públicas direcionadas ao enfrentamento das desigualdades.

Nesse cenário, o livro propõe uma reflexão sobre os limites da cidadania em um país que se define constitucionalmente como laico, mas que ainda enfrenta desafios relacionados à efetivação da diversidade religiosa e do respeito às diferenças.

Obra relaciona intolerância religiosa e exclusão racial

Um dos principais eixos da pesquisa é a análise da chamada intolerância religiosa. Para a antropóloga, as perseguições contra praticantes de Umbanda e Candomblé não podem ser compreendidas apenas como conflitos de natureza religiosa.

Pesquisa destaca permanência da violência contra povos de terreiro

A autora argumenta que as violências simbólicas e materiais sofridas pelos povos de terreiro estão diretamente ligadas a processos históricos de exclusão racial. Dessa forma, o livro amplia o debate ao demonstrar como racismo e discriminação religiosa frequentemente se entrelaçam no contexto brasileiro.

Além disso, a pesquisa aborda controvérsias sobre legitimidade e representação dentro do próprio movimento negro. O estudo investiga quem pode reivindicar determinadas pautas e de que maneira as disputas por pertencimento influenciam as lutas por reconhecimento e garantia de direitos.

Autora reúne pesquisa acadêmica e experiência de campo

Jornalista, escritora, mestra e doutora em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Rosiane Rodrigues de Almeida atua atualmente como pesquisadora do Laboratório Milonga, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em projetos relacionados à gestão social do patrimônio afro-brasileiro.

Com Quem Foi Que Falou em Igualdade?, a pesquisadora combina história, antropologia e experiência de campo para discutir questões que permanecem pouco debatidas na sociedade brasileira. A obra convida o leitor a refletir sobre os significados da igualdade, da diversidade e da liberdade religiosa em uma sociedade plural.

Serviço

Livro: Quem Foi Que Falou em Igualdade?
Autora: Rosiane Rodrigues de Almeida
Editora: Telha
Páginas: 152
Preço: R$ 49,00
Venda: Disponível em canais de comercialização da Editora Telha.

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