25 jul 2026, sáb

O consumo de vinhos no inverno representa uma oportunidade para bares e restaurantes ampliarem o faturamento durante a estação mais fria do ano. Com a mudança no comportamento dos consumidores, pratos mais encorpados, como massas, risotos, carnes, fondues e preparações de longa cocção, passam a ser acompanhados com maior frequência por vinhos, favorecendo o aumento do ticket médio. As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa da Bodegas Grupo Wine.

Segundo Diego Peres Ávila, especialista da importadora, o período exige planejamento por parte dos estabelecimentos. Mais do que ampliar o estoque de vinhos tintos, é necessário definir um portfólio equilibrado, treinar a equipe de atendimento e acompanhar o desempenho dos rótulos para aumentar a rentabilidade.

Consumo de vinhos no inverno exige planejamento do estoque

De acordo com o especialista, a gestão eficiente começa pela análise do histórico de vendas da própria operação. Avaliar quais rótulos tiveram melhor desempenho em invernos anteriores ajuda a evitar tanto a falta de produtos quanto o excesso de estoque.

Além disso, acompanhar indicadores como o giro dos vinhos e o Custo de Mercadoria Vendida (CMV) permite identificar quais rótulos oferecem maior retorno financeiro e quais precisam de ajustes na estratégia comercial.

Outro ponto importante é ouvir a equipe de salão. Os profissionais que atendem diretamente os clientes conseguem identificar dúvidas frequentes, preferências de consumo e oportunidades de venda que muitas vezes não aparecem nos relatórios de gestão.

Segundo Diego Peres, esse conhecimento contribui para aprimorar a carta de vinhos e direcionar treinamentos mais eficientes.

Carta de vinhos pode aumentar o ticket médio

Embora os tintos sejam tradicionalmente mais procurados no inverno, o especialista recomenda evitar uma seleção composta apenas por vinhos de grande estrutura.

Rótulos de médio corpo, taninos macios e boa versatilidade costumam harmonizar com diferentes pratos e atender um público mais amplo. Entre os exemplos citados pela importadora estão o Las Perdices Malbec e o Piccini Memoro Rosso, indicados para acompanhar diversas preparações típicas da estação.

Já restaurantes com cardápios mais robustos podem investir em vinhos de maior complexidade para elevar o valor médio das vendas.

Vinhos estruturados ganham espaço na estação

Entre as opções de maior valor agregado está o Tenuta Sant’Antonio D.O.C.G. Amarone della Valpolicella, vinho italiano que passa 24 meses em barricas de carvalho e apresenta perfil indicado para harmonizar com carnes, preparações de longa cocção e pratos intensos.

Segundo a Pesquisa Nacional de Conjuntura Econômica da Abrasel, citada pela Bodegas Grupo Wine, 48% dos bares e restaurantes brasileiros comercializam vinhos, enquanto 65% dos estabelecimentos oferecem a bebida em taça, formato que amplia as possibilidades de consumo.

Ainda conforme o levantamento, um quarto dos estabelecimentos vende garrafas de 750 ml por valores superiores a R$ 120, abrindo espaço para rótulos premium.

Vinhos brancos também podem ganhar destaque no inverno

Ao contrário da percepção comum, os vinhos brancos continuam sendo uma opção interessante durante os meses frios, especialmente aqueles com maior estrutura e passagem por madeira.

Esse perfil harmoniza com risotos, aves, peixes mais gordurosos e pratos cremosos, oferecendo alternativas para consumidores que preferem vinhos brancos mesmo durante o inverno.

Entre os rótulos destacados pela importadora está o Sibaris Gran Reserva D.O. Valle de Leyda Chardonnay, elaborado com estágio em barricas de carvalho francês, característica que proporciona maior cremosidade e volume ao vinho.

Mercado brasileiro mantém crescimento no consumo

O cenário também favorece o setor de alimentação fora do lar. Segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) citados pela empresa, o Brasil registrou em 2025 um consumo recorde de 4,4 milhões de hectolitros, crescimento de 41,9% em relação ao ano anterior, enquanto o consumo mundial apresentou retração de 2,7%.

Para Diego Peres Ávila, aproveitar esse momento depende não apenas da escolha dos rótulos, mas também da preparação da equipe para orientar harmonizações e contextualizar cada vinho de acordo com o perfil do restaurante e do cliente.

Segundo o especialista, investir em treinamento contínuo contribui para melhorar a experiência gastronômica, aumentar o giro dos produtos e fortalecer os resultados financeiros dos estabelecimentos durante o inverno.