O consumo de vinhos no inverno representa uma oportunidade para bares e restaurantes ampliarem o faturamento durante a estação mais fria do ano. Com a mudança no comportamento dos consumidores, pratos mais encorpados, como massas, risotos, carnes, fondues e preparações de longa cocção, passam a ser acompanhados com maior frequência por vinhos, favorecendo o aumento do ticket médio. As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa da Bodegas Grupo Wine.
Segundo Diego Peres Ávila, especialista da importadora, o período exige planejamento por parte dos estabelecimentos. Mais do que ampliar o estoque de vinhos tintos, é necessário definir um portfólio equilibrado, treinar a equipe de atendimento e acompanhar o desempenho dos rótulos para aumentar a rentabilidade.
De acordo com o especialista, a gestão eficiente começa pela análise do histórico de vendas da própria operação. Avaliar quais rótulos tiveram melhor desempenho em invernos anteriores ajuda a evitar tanto a falta de produtos quanto o excesso de estoque.
Além disso, acompanhar indicadores como o giro dos vinhos e o Custo de Mercadoria Vendida (CMV) permite identificar quais rótulos oferecem maior retorno financeiro e quais precisam de ajustes na estratégia comercial.
Outro ponto importante é ouvir a equipe de salão. Os profissionais que atendem diretamente os clientes conseguem identificar dúvidas frequentes, preferências de consumo e oportunidades de venda que muitas vezes não aparecem nos relatórios de gestão.
Segundo Diego Peres, esse conhecimento contribui para aprimorar a carta de vinhos e direcionar treinamentos mais eficientes.
Embora os tintos sejam tradicionalmente mais procurados no inverno, o especialista recomenda evitar uma seleção composta apenas por vinhos de grande estrutura.
Rótulos de médio corpo, taninos macios e boa versatilidade costumam harmonizar com diferentes pratos e atender um público mais amplo. Entre os exemplos citados pela importadora estão o Las Perdices Malbec e o Piccini Memoro Rosso, indicados para acompanhar diversas preparações típicas da estação.
Já restaurantes com cardápios mais robustos podem investir em vinhos de maior complexidade para elevar o valor médio das vendas.
Entre as opções de maior valor agregado está o Tenuta Sant’Antonio D.O.C.G. Amarone della Valpolicella, vinho italiano que passa 24 meses em barricas de carvalho e apresenta perfil indicado para harmonizar com carnes, preparações de longa cocção e pratos intensos.
Segundo a Pesquisa Nacional de Conjuntura Econômica da Abrasel, citada pela Bodegas Grupo Wine, 48% dos bares e restaurantes brasileiros comercializam vinhos, enquanto 65% dos estabelecimentos oferecem a bebida em taça, formato que amplia as possibilidades de consumo.
Ainda conforme o levantamento, um quarto dos estabelecimentos vende garrafas de 750 ml por valores superiores a R$ 120, abrindo espaço para rótulos premium.
Ao contrário da percepção comum, os vinhos brancos continuam sendo uma opção interessante durante os meses frios, especialmente aqueles com maior estrutura e passagem por madeira.
Esse perfil harmoniza com risotos, aves, peixes mais gordurosos e pratos cremosos, oferecendo alternativas para consumidores que preferem vinhos brancos mesmo durante o inverno.
Entre os rótulos destacados pela importadora está o Sibaris Gran Reserva D.O. Valle de Leyda Chardonnay, elaborado com estágio em barricas de carvalho francês, característica que proporciona maior cremosidade e volume ao vinho.
O cenário também favorece o setor de alimentação fora do lar. Segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) citados pela empresa, o Brasil registrou em 2025 um consumo recorde de 4,4 milhões de hectolitros, crescimento de 41,9% em relação ao ano anterior, enquanto o consumo mundial apresentou retração de 2,7%.
Para Diego Peres Ávila, aproveitar esse momento depende não apenas da escolha dos rótulos, mas também da preparação da equipe para orientar harmonizações e contextualizar cada vinho de acordo com o perfil do restaurante e do cliente.
Segundo o especialista, investir em treinamento contínuo contribui para melhorar a experiência gastronômica, aumentar o giro dos produtos e fortalecer os resultados financeiros dos estabelecimentos durante o inverno.

