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Sesc Minas lança selo para valorizar música mineira - Marramaque
10 ago 2026, seg

O Selo Sesc Minas Musical estreia em agosto de 2026 com sete lançamentos de artistas de diferentes gerações e regiões de Minas Gerais. Criado pelo Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc em Minas, o projeto busca ampliar a visibilidade da produção fonográfica do estado.

A primeira edição reúne dois álbuns e cinco singles. Os trabalhos foram selecionados para representar a diversidade cultural, territorial e geracional da música mineira.

Os lançamentos começam em agosto de 2026 e já estão disponíveis para pré-save nas principais plataformas de streaming. A programação também prevê apresentações presenciais em Belo Horizonte até o fim do mês.

Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa do Sesc em Minas, Minas Gerais passa a ser o terceiro estado brasileiro a contar com um Selo Sesc dedicado à música. São Paulo e Pernambuco já possuem iniciativas semelhantes.

Selo Sesc Minas Musical reúne sete artistas

A primeira edição do Selo Sesc Minas Musical contempla trabalhos de Fabinho do Terreiro, Varanda, Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário Efigênia de Ouro Preto, Ezkiel, Deh Muss, Pêlos e Letícia Leal.

Os dois primeiros lançamentos serão álbuns completos. Fabinho do Terreiro representa a tradição do samba de Belo Horizonte, enquanto a banda Varanda, de Juiz de Fora, integra uma geração ligada ao rock alternativo.

Os demais participantes terão singles lançados pelo projeto. A seleção inclui artistas de Belo Horizonte, Itabirito, Teófilo Otoni e Ouro Preto.

A proposta é apresentar diferentes expressões da música produzida no estado. Além disso, o projeto aproxima nomes com trajetórias consolidadas de artistas de gerações mais recentes.

Artistas representam diferentes regiões de Minas

Fabinho do Terreiro é compositor ligado ao samba mineiro e possui músicas gravadas por artistas como Zeca Pagodinho, Neguinho da Beija-Flor, Agepê, Gracia do Salgueiro e Nelson Rufino. O lançamento será seu primeiro álbum autoral.

A banda Varanda, de Juiz de Fora, trabalha com referências do indie pop. Suas canções combinam humor e otimismo e dialogam com o público jovem.

De Itabirito, Ezkiel chega ao projeto após vencer o Festival da Música de Itabirito em 2025. Seu trabalho combina rap, afrobeat, samba, reggae e outras referências da música negra.

A violeira, cantora e compositora Letícia Leal, de Teófilo Otoni, pesquisa a relação entre viola caipira, música instrumental, pop e MPB. Ela também desenvolve atividades de formação cultural.

Deh Muss, de Belo Horizonte, atua como cantora, compositora e produtora. Sua produção mistura instrumentos acústicos e elementos eletrônicos em canções relacionadas ao autoconhecimento e à transformação.

Música mineira ganha novos registros fonográficos

Outro destaque é a banda Pêlos, criada em 1999 no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. O grupo construiu uma trajetória no rock mineiro e incorpora referências de soul, funk, jazz e blues.

A banda também desenvolve uma produção relacionada à representatividade negra e periférica. Sua participação amplia a diversidade de estilos e perspectivas presentes na primeira edição do selo.

O projeto ainda inclui a Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário Efigênia de Ouro Preto. O grupo preserva manifestações afro-brasileiras relacionadas às celebrações de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.

Por meio da música, da dança e dos cortejos, a guarda mantém uma tradição vinculada à cultura popular de Ouro Preto. A inclusão do grupo amplia a presença de manifestações tradicionais no projeto fonográfico.

Dessa forma, o Selo Sesc Minas Musical reúne diferentes formas de produção musical. O catálogo passa por samba, rock, rap, música instrumental, MPB, música eletrônica e manifestações tradicionais afro-brasileiras.

Curadoria considera diversidade cultural

A seleção dos sete participantes foi realizada por um grupo curatorial formado por Barral Lima, Bia Nogueira e Carol de Amar. Os profissionais possuem atuação no mercado fonográfico e relação com a cena cultural de Minas Gerais.

A equipe da Gerência de Cultura do Sesc em Minas também participou do processo. Representaram a instituição Carol Fescina, Roger Deff e Débora Silva.

Entre os critérios considerados estiveram a multiplicidade cultural, a intergeracionalidade e a identidade artística. A intenção foi construir um conjunto capaz de refletir diferentes territórios e experiências da música mineira.

Para o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, a iniciativa amplia as oportunidades para artistas do estado e contribui para preservar sua produção musical.

O projeto também pretende registrar obras para futuras gerações. Ao mesmo tempo, busca facilitar o contato entre os artistas selecionados e novos públicos.

Lançamentos terão apresentações em Belo Horizonte

Além da distribuição nas plataformas digitais, o projeto prevê apresentações presenciais em Belo Horizonte durante o mês de agosto. Os encontros devem aproximar os artistas participantes do público.

As obras já podem ser adicionadas às plataformas de streaming por meio do pré-save. Informações sobre os lançamentos estão disponíveis no site do Sesc em Minas.

Sesc em Minas atua em diferentes áreas da cultura

O Sesc em Minas integra o Sistema Fecomércio MG e mantém atividades relacionadas à cultura, educação, saúde, esporte, lazer, turismo e ação social.

Segundo informações institucionais, a Fecomércio MG representa aproximadamente 750 mil empresas do comércio de bens, serviços e turismo em Minas Gerais. A entidade reúne mais de 50 sindicatos.

O Sesc foi fundado pela Confederação Nacional do Comércio em 13 de setembro de 1946. Em Minas Gerais, a instituição está presente em diferentes regiões do estado.

Atualmente, sua estrutura conta com 38 unidades fixas e 13 unidades móveis. A atuação cultural inclui iniciativas voltadas à formação, circulação e valorização de diferentes expressões artísticas.

Nesse contexto, o Selo Sesc Minas Musical amplia as ações voltadas à música. A iniciativa registra diferentes perspectivas da produção fonográfica mineira e cria uma nova plataforma de divulgação para os artistas participantes.