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Azeite: 8 mitos e verdades sobre escolha e consumo - Marramaque

Azeite: 8 mitos e verdades sobre escolha e consumo

O azeite de oliva está cada vez mais presente na alimentação dos brasileiros, mas ainda existem dúvidas sobre qualidade, propriedades, formas de uso e conservação. Para esclarecer algumas dessas questões, especialistas reuniram oito mitos e verdades sobre o produto.

O azeite é fonte de gorduras monoinsaturadas, principalmente ácido oleico. Os tipos virgem e extravirgem também apresentam compostos fenólicos, cuja presença e concentração podem variar conforme a variedade da azeitona, maturação, produção e armazenamento.

Segundo Cintya Bassi, coordenadora de nutrição e dietética do São Cristóvão Saúde, o azeite também contém ômega 6, ômega 3, vitaminas E e K e esteróis vegetais.

“Esses ácidos graxos são benéficos para a saúde cardiovascular”, afirma a especialista, que também destaca a presença de antioxidantes no alimento.

O mercado brasileiro acompanha esse interesse. Segundo dados do Conselho Oleícola Internacional (IOC), o Brasil importou 80.768 toneladas de azeite na safra 2024/25. O volume correspondeu a cerca de 9% das importações mundiais e 3,1% do consumo global.

Entre outubro de 2025 e março de 2026, as importações brasileiras cresceram 40,5% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Azeite: veja 8 mitos e verdades

Com o aumento do consumo, informações sobre características sensoriais, formas de utilização e conservação podem ajudar na escolha do produto.

1. Azeite é fonte de gordura monoinsaturada — VERDADE

O ácido oleico é o principal ácido graxo encontrado no azeite. Ele faz parte das gorduras monoinsaturadas presentes no produto e integra uma alimentação equilibrada.

2. Azeites virgens e extravirgens possuem compostos fenólicos — VERDADE

Os compostos fenólicos estão presentes nos azeites virgens e extravirgens. Esses produtos são obtidos diretamente das azeitonas por processos exclusivamente mecânicos.

A concentração desses compostos pode variar de acordo com fatores como variedade da azeitona, estágio de maturação e condições de produção e armazenamento.

3. Quanto mais picante, melhor o azeite — MITO

A picância e o amargor são características sensoriais que podem estar relacionadas à presença de compostos fenólicos. No entanto, essas características não devem ser usadas isoladamente para determinar a qualidade do azeite.

4. Azeite pode ser usado para cozinhar — VERDADE

O azeite pode fazer parte de diferentes preparações, como refogados, assados e grelhados. Assim como outros óleos, deve-se evitar o aquecimento que provoque fumaça excessiva.

5. Só o azeite extravirgem pode fazer parte de uma alimentação equilibrada — MITO

O azeite extravirgem possui características específicas de qualidade e composição. Entretanto, outros tipos de azeite também podem ser utilizados na alimentação, dependendo da finalidade e da preferência de cada consumidor.

6. Azeite combina com outros pratos além de saladas — VERDADE

O produto pode ser usado no preparo ou na finalização de legumes, verduras, massas, grãos, peixes, carnes, molhos e marinadas.

O azeite também pode aparecer em algumas sobremesas, ampliando suas possibilidades de uso na cozinha.

7. Quanto mais verde for o azeite, melhor será sua qualidade — MITO

A tonalidade do azeite pode variar conforme a variedade da azeitona, o grau de maturação e outros fatores.

Por isso, a cor não deve ser utilizada isoladamente como parâmetro para avaliar a qualidade do produto.

8. A conservação influencia a qualidade do azeite — VERDADE

Luz, calor, oxigênio e tempo podem acelerar a deterioração do azeite. Depois de aberto, o produto deve permanecer bem fechado e protegido da luz e de fontes de calor.

E o amargor? É sinal de azeite estragado?

Não necessariamente. Em azeites virgens e extravirgens, determinado nível de amargor pode ser uma característica sensorial natural.

Essa característica também pode estar relacionada à presença de compostos fenólicos. Portanto, o amargor, por si só, não indica que o produto esteja estragado.

O que dizem os estudos sobre azeite?

Além das características nutricionais e sensoriais, pesquisas científicas investigam possíveis relações entre o consumo de azeite e indicadores de saúde.

Uma meta-análise publicada em 2024 pelo European Journal of Preventive Cardiology reuniu 30 estudos e mais de 2,7 milhões de participantes. O trabalho encontrou associação entre maior consumo de azeite e menor risco de doenças cardiovasculares e mortalidade.

Os resultados representam associações observadas nos estudos analisados e não estabelecem, isoladamente, uma relação de causa e efeito.

Para Eduardo Casarin, diretor da Filippo Berio no Brasil, conhecer as características do produto ajuda o consumidor a escolher o azeite de acordo com a forma de consumo e suas preferências.

“Azeite é um ingrediente versátil, que pode trazer sabor às refeições e fazer parte de uma alimentação equilibrada”, afirma.