7 ago 2026, sex

A FLIV 2026 começa nesta sexta-feira (8) e transforma Votuporanga, no interior de São Paulo, em um dos principais polos da literatura brasileira durante nove dias de programação gratuita. A 16ª edição do Festival Literário de Votuporanga acontece até 16 de agosto, no Parque da Cultura, reunindo mais de 30 autores, ilustradores, poetas e educadores em mesas de debate, oficinas, apresentações musicais e atividades voltadas à formação de leitores.

Com o tema “Criadores de Futuros: Literatura abrindo janelas para novos mundos”, o festival busca aproximar diferentes públicos da produção literária contemporânea. Além disso, promove encontros entre escritores consagrados, autores regionais, estudantes, professores e profissionais da cultura. As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa do FLIV.

FLIV 2026 aposta na literatura como espaço de diálogo

A programação literária da edição deste ano foi organizada pelos curadores Reynaldo Damazio e Roselaine de Souza. O objetivo é incentivar reflexões sobre leitura, imaginação, educação e circulação de conhecimento por meio de diferentes linguagens.

O patrono da edição é Luiz Deoclecio Massaro Galina, economista, sociólogo e educador em saúde pública, além de diretor regional do Sesc São Paulo. Já os homenageados são a escritora e ilustradora Janaína Tokitaka e o escritor, professor e palestrante Gabriel Chalita.

Tokitaka é reconhecida pela produção voltada ao público infantil e juvenil, explorando a relação entre texto e ilustração. Chalita, por sua vez, construiu uma trajetória marcada por obras dedicadas à educação, filosofia e formação humana.

Criado em 2006 como Feira do Livro de Votuporanga, o evento foi reformulado em 2011, quando passou a adotar a marca FLIV. Desde então, consolidou-se como um dos maiores festivais literários gratuitos do interior paulista. Em 2021, recebeu o Prêmio Governador do Estado de São Paulo para as Artes, na categoria Livro, Leitura e Bibliotecas.

Mesas literárias reúnem autores nacionais e regionais

Ao longo da programação, o público poderá acompanhar debates que abordam literatura, oralidade, educação, artes visuais e narrativa contemporânea.

No domingo (9), Maria Vilani abre a programação literária com uma conversa sobre democratização da leitura. No mesmo dia, o Espaço Conecta recebe duas edições da mesa “Territórios da Escrita”, reunindo escritores da região. Ainda no domingo, Lucas Pinheiro participa de uma roda de conversa dedicada à oralidade e aos saberes afro-brasileiros.

Destaques da programação do FLIV 2026

Na segunda-feira (10), Gabriel Chalita e Janaína Tokitaka participam da mesa “Roteiros do imaginário”, discutindo processos criativos e construção do imaginário literário.

Já na terça-feira, Franco Rosa, Orlandeli e Helô D’Ângelo debatem narrativa gráfica e artes visuais em “Cartografias da Escrita”.

Na quarta-feira, Januária Cristina Alves conduz um encontro sobre educação midiática. Em seguida, Gisele Mirabai e Mariana Brecht discutem os caminhos da ficção contemporânea.

A poeta Luiza Romão será uma das atrações da quinta-feira, com a mesa “Escrita como performance”, explorando as relações entre poesia, corpo e oralidade.

Na sexta-feira, Lucila Sciotti ministra uma palestra voltada à educação e ao mundo do trabalho. O encerramento da programação literária acontece no domingo (16), com debates sobre memória, colecionismo e mais uma edição da série “Territórios da Escrita”, dedicada aos autores da região.

Literatura, música e atividades para toda a família

Além das mesas literárias, o FLIV mantém uma programação cultural diversificada. Entre os destaques musicais estão os shows de Falamansa, responsável pela abertura das noites do festival, e Frejat, que encerra a programação musical.

O público infantil também terá espaço garantido no Flivinho, ambiente dedicado às crianças e às escolas da região. O espaço reúne contação de histórias, oficinas, encontros com escritores e atividades de mediação de leitura, fortalecendo a formação de novos leitores desde a infância.

O festival integra o Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Ao longo de sua trajetória, o evento ampliou o acesso gratuito à literatura e consolidou Votuporanga como referência na promoção da leitura e da produção literária contemporânea no noroeste paulista.