A criação de conteúdo geek ganhou espaço entre os negócios digitais no Brasil. Às vésperas da Brasil Game Show (BGS) 2026, um levantamento da Privacy reúne creators que transformam a paixão por games, animes, cosplay e cultura nerd em fonte de renda.
A BGS acontece de 9 a 12 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento reúne fãs de jogos eletrônicos, profissionais da indústria e influenciadores, além de abrir espaço para diferentes expressões da cultura gamer.
Segundo a Pesquisa Game Brasil 2026, 75,3% dos brasileiros têm o hábito de consumir jogos digitais. Entre esse público, as mulheres representam 52,8%, enquanto a geração Z corresponde a 36,5%.
Nesse cenário, a Privacy registrou crescimento de aproximadamente 20% no número de creators ligados ao universo geek entre 2025 e 2026. Os dados indicam a expansão desse segmento dentro da plataforma de monetização de conteúdo.
A edição de 2025 da BGS recebeu 306.798 visitantes e credenciou 6.439 influenciadores, de acordo com o balanço oficial do evento. Os números também demonstram a dimensão da feira como ponto de encontro entre comunidades, marcas e produtores de conteúdo.
Creators geeks exploram games, cosplay e cultura pop
O levantamento da Privacy reúne perfis com diferentes trajetórias no universo geek. Entre os nomes destacados estão Bortate, Kinechan, Fe Galvão e Kyure, que exploram formatos relacionados a jogos, personagens e entretenimento digital.
Bortate se apresenta como gamer, cosplayer e produtora de vídeos. A creator está entre os perfis geeks com maior base de fãs na plataforma, segundo as informações divulgadas pela empresa.
Kinechan, por sua vez, acumula mais de R$ 4 milhões em faturamento na Privacy desde 2020. O resultado exemplifica uma das possibilidades de monetização para quem desenvolve conteúdo direcionado a comunidades específicas.
A trajetória de Fe Galvão também inclui participação na Brasil Game Show. Em 2024, a creator, que trabalha com cosplay e possui experiência internacional, integrou o júri de um concurso realizado durante a feira.
Já Kyure começou sua trajetória ligada ao jogo League of Legends. A creator passou pelo streaming e pelo cosplay e participou, em 2018, do ULT (Ultimate Legends Training), reality patrocinado pela Gillette. Posteriormente, ampliou sua atuação para outros formatos da cultura geek.
Cosplay e comunidades ampliam possibilidades de monetização
O levantamento também inclui creators com interesses específicos dentro da cultura nerd. Luana Gaúcha concilia a formação em Direito com a produção de cosplays, enquanto TatahFPS construiu sua identidade digital em torno de Counter-Strike.
Outros nomes citados pela Privacy são HalfAngel, Pinknerd, Satella, Nyukimimi, Blonde Fox, Uzagui Bunny, Skyle e MitsuriNyn. Os perfis exploram conteúdos relacionados a animes, jogos, cosplay, streaming e diferentes referências da cultura pop.
A diversidade de abordagens mostra como os creators podem desenvolver propostas próprias a partir de interesses compartilhados com o público. Personagens conhecidos, partidas de jogos e produções inspiradas em universos fictícios ajudam a estabelecer conexões com comunidades específicas.
Além disso, plataformas de assinatura oferecem mecanismos para que os produtores disponibilizem conteúdo diretamente aos seguidores. Nesse modelo, a relação com o público pode se tornar parte da estratégia de geração de receita.
Emanuelly Raquel leva personagens geek aos conteúdos
Entre os perfis apresentados no levantamento está o de Emanuelly Raquel, que incorpora referências de desenhos, animes e jogos à sua produção digital.
A creator afirma que o interesse por esse universo começou cedo e influenciou sua escolha pelo cosplay. Para ela, a atividade vai além da caracterização visual, pois permite interpretar personagens que marcaram sua trajetória pessoal.
“Fazer cosplay não é só me fantasiar, é viver personagens que me marcaram”, explica Emanuelly.
A produção também combina referências geek, roleplay e uma abordagem sensual, de acordo com a proposta apresentada pela creator. Entre as personagens que inspiram seus conteúdos estão Nico Robin, do anime e mangá One Piece, e Chun-Li, da franquia de jogos Street Fighter.
A estratégia aproxima elementos da cultura pop de formatos voltados a públicos específicos. Ao trabalhar com personagens reconhecíveis, os creators também estabelecem conexões com fãs que compartilham referências semelhantes.
BGS 2026 destaca a força da cultura gamer
A Brasil Game Show chega à edição de 2026 como um dos principais encontros do setor de jogos eletrônicos no país. Realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo, a feira acontece entre 9 e 12 de outubro.
Além de apresentar novidades da indústria, o evento reúne comunidades que movimentam diferentes áreas do entretenimento digital. Nesse contexto, cosplay, streaming e produção de conteúdo ampliam as formas de participação dos fãs na cultura gamer.
O crescimento registrado pela Privacy entre creators geeks acompanha esse cenário. Os perfis reunidos no levantamento mostram diferentes caminhos para transformar interesses pessoais em projetos digitais, com formatos que variam conforme o público e a especialidade de cada produtor.
Criada em 2020, a Privacy informa reunir mais de 25 milhões de usuários e 700 mil criadores. Em 2026, a empresa também iniciou seu movimento de expansão pela América Latina.
Com a aproximação da BGS, o levantamento coloca em evidência a relação entre cultura geek, comunidades digitais e monetização. Para os creators, o desafio é desenvolver uma identidade própria e manter uma conexão consistente com o público.
Sobre a Privacy
Criada em 2020, a Privacy é uma plataforma brasileira de monetização e produção de conteúdo. Segundo a empresa, seu serviço reúne mais de 25 milhões de usuários e 700 mil criadores, com ferramentas para publicação de conteúdo e relacionamento com assinantes.
Serviço — Brasil Game Show 2026
- Data: 9 a 12 de outubro de 2026
- Local: Distrito Anhembi, São Paulo (SP)
- Evento: Brasil Game Show (BGS)
