Vinho Verde: conheça cinco rótulos portugueses

O Vinho Verde não é definido pela cor da bebida nem por uma única variedade de uva. O nome identifica uma Denominação de Origem portuguesa, produzida na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal.

Segundo Sabrina Trézze, sommelière da Cantu Grupo Wine, a região reúne diferentes sub-regiões e diversas castas. Entre as uvas brancas estão Alvarinho, Loureiro, Arinto, Avesso, Azal e Trajadura.

Já os rosés podem utilizar variedades tintas locais, como Espadeiro, Borraçal e Padeiro. Por isso, os vinhos produzidos na região apresentam estilos distintos.

O frescor aparece como uma das características recorrentes. Boa acidez, aromas frutados e florais e, em alguns exemplares, uma discreta sensação de efervescência fazem parte do perfil encontrado em diferentes rótulos.

Para apresentar essa variedade, Sabrina Trézze selecionou cinco vinhos que vão de opções mais leves a exemplares elaborados exclusivamente com Alvarinho.

Calamares Vinho Verde Branco

O Calamares Vinho Verde Branco reúne as castas Arinto, Loureiro e Trajadura. Com 9% de álcool, apresenta aromas de limão, frutas cítricas, pêssego e lichia.

Na boca, a acidez contribui para um perfil refrescante. O vinho pode acompanhar petiscos, saladas, peixes grelhados e frutos do mar.

Calamares Vinho Verde Rosé

A região dos Vinhos Verdes também produz rosés. O Calamares Rosé é elaborado com Espadeiro, Borraçal e Padeiro e tem 10,5% de álcool.

O rótulo apresenta notas de morango, cereja madura e elementos florais. Pode ser servido como aperitivo ou acompanhar saladas, peixes, mariscos e entradas.

Para Sabrina, o estilo também representa uma alternativa para quem deseja conhecer a denominação portuguesa além dos tradicionais vinhos brancos.

Bons Ventos Vinho Verde

Produzido pela Casa Santos Lima, o Bons Ventos Vinho Verde combina Loureiro, Arinto, Trajadura e Avesso.

O vinho tem 8,5% de álcool e apresenta notas de limão, maçã verde e pera. Segundo a sommelière, sua versatilidade permite diferentes combinações à mesa.

Entre as opções de harmonização estão peixes, frutos do mar, saladas, carnes brancas, entradas e pratos da culinária japonesa.

Vila Nova Vinho Verde Blend

O Vila Nova Vinho Verde Blend reúne Loureiro, Arinto e Avesso. A primeira contribui para o perfil floral, enquanto Arinto e Avesso participam da estrutura e da acidez do vinho.

O rótulo apresenta aromas de limão siciliano, melão e flores. O período de seis meses sobre as borras, com bâtonnage, acrescenta textura ao vinho.

Com 11,5% de álcool, o exemplar pode acompanhar saladas verdes, frutos do mar e comida japonesa.

Vila Nova Alvarinho

A Alvarinho está entre as principais castas da Região dos Vinhos Verdes. O Vila Nova Alvarinho é elaborado com 100% dessa variedade e apresenta um perfil mais estruturado dentro da seleção.

O vinho reúne notas de frutas brancas, cítricos e características minerais. Na boca, apresenta volume, acidez e final persistente, com 12,5% de álcool.

A indicação de harmonização inclui frutos do mar, peixes, ceviches, sushis e sashimis. Segundo Sabrina, esses pratos valorizam as características de frescor e acidez do vinho.

Vinho Verde reúne diferentes estilos

A variedade de castas e sub-regiões ajuda a explicar por que o Vinho Verde não corresponde a um único perfil de bebida. Embora o frescor seja uma característica recorrente, os exemplares podem apresentar diferenças de aroma, estrutura, intensidade e teor alcoólico.

A seleção reúne, portanto, desde vinhos com menor graduação alcoólica e perfil mais direto até um Alvarinho com maior volume e persistência. Há também espaço para o rosé dentro da denominação portuguesa.

Para quem está começando a conhecer os Vinhos Verdes, a variedade permite explorar diferentes interpretações de uma mesma região e comparar o papel de castas como Loureiro, Arinto, Avesso e Alvarinho.