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Marilena Chauí estreia na ficção com Guerra perfeita - Marramaque
22 jul 2026, qua

Marilena Chauí estreia na ficção com Guerra perfeita

Marilena Chauí lança o livro “Guerra perfeita”, sua primeira obra de ficção, escrita em parceria com o filho, José Guilherme Chauí-Berlinck. Publicado pelo selo Planeta Minotauro, da Editora Planeta, o romance de ficção científica chegou às livrarias em julho e utiliza elementos clássicos do gênero para discutir temas contemporâneos como inteligência artificial, ética, poder e o papel das grandes corporações na sociedade.

Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Editora Planeta, a obra combina referências às ideias de Isaac Asimov e Sun-Tzu para construir uma narrativa que reflete sobre os limites da tecnologia e as relações entre seres humanos e máquinas.

Marilena Chauí estreia na ficção científica ao lado do filho

Reconhecida como uma das principais filósofas brasileiras, Marilena Chauí publica pela primeira vez um romance de ficção. A obra foi escrita em colaboração com José Guilherme Chauí-Berlinck, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), que também faz sua estreia na literatura ficcional.

A parceria reúne a experiência acadêmica de ambos para criar uma narrativa que ultrapassa o entretenimento e propõe reflexões sobre questões filosóficas e sociais relacionadas ao avanço da tecnologia.

A publicação integra o catálogo da Planeta Minotauro, selo especializado em ficção especulativa, que reúne títulos de ficção científica, fantasia e horror.

Guerra perfeita apresenta futuro marcado por inteligência artificial

A história se passa em um futuro globalizado no qual a robótica perdeu espaço após sucessivas falhas. Nesse cenário, os robôs permanecem limitados pelas tradicionais Três Leis da Robótica, conceito criado pelo escritor Isaac Asimov para impedir que máquinas causem danos aos seres humanos.

Entretanto, a narrativa mostra como grandes corporações encontram novas formas de explorar a tecnologia, deslocando o foco dos riscos das máquinas para os interesses econômicos e políticos que controlam sua utilização.

Ao longo da trama, os autores discutem como a busca por lucro pode influenciar decisões relacionadas ao desenvolvimento da inteligência artificial e à automação.

Filosofia e ficção científica se encontram

Um dos diferenciais de “Guerra perfeita” é a integração entre conceitos filosóficos e uma narrativa típica da ficção científica clássica.

A obra aborda temas como ética, ideologia, poder e responsabilidade social, utilizando o universo tecnológico como ponto de partida para questionar o comportamento humano diante das próprias criações.

A proposta dialoga com debates atuais sobre inteligência artificial, automação e os desafios impostos pelo crescimento dessas tecnologias em diferentes setores da sociedade.

Autores unem experiências acadêmicas em obra inédita

José Guilherme Chauí-Berlinck é professor livre-docente do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da USP. Suas pesquisas concentram-se em fisiologia comparativa, sistemas dinâmicos, termodinâmica aplicada e fisiologia cardiovascular. Além da carreira acadêmica, atua como professor de kung-fu no estilo Louva-a-Deus.

Já Marilena Chauí é professora emérita do Departamento de Filosofia da USP e referência nacional e internacional em filosofia política e história da filosofia. Ao longo de sua carreira, publicou diversas obras dedicadas ao pensamento filosófico, com estudos sobre autores como Baruch Espinosa e Maurice Merleau-Ponty.

Com “Guerra perfeita”, mãe e filho expandem suas trajetórias acadêmicas para a literatura, utilizando a ficção científica como instrumento de reflexão sobre os impactos sociais e éticos da inteligência artificial.

Planeta Minotauro amplia catálogo de ficção especulativa

Lançado no Brasil em 2018, o selo Planeta Minotauro reúne obras de ficção científica, fantasia e horror, equilibrando clássicos do gênero com autores contemporâneos.

Seu catálogo inclui livros de nomes como Isaac Asimov, Marion Zimmer Bradley, Richard Adams, Franz Kafka, Naomi Alderman, Madeline Miller, Leigh Bardugo, Edward Ashton e Rebecca Yarros.

Segundo a assessoria da Editora Planeta, “Guerra perfeita” chega para ampliar esse catálogo ao unir literatura especulativa e reflexão filosófica em uma narrativa voltada aos leitores interessados nas transformações provocadas pela tecnologia.