A música “Sem Radar”, composição de Marcus Menna, atravessa gerações desde seu lançamento em 2003. Mais de duas décadas depois, a canção continua ganhando novas versões e intérpretes.
A trajetória da composição ganha destaque no Dia do Compositor Brasileiro, celebrado em 7 de outubro. A data também evidencia o trabalho de artistas que escrevem músicas posteriormente incorporadas aos repertórios de diferentes intérpretes.
Marcus Menna compôs “Sem Radar” durante o período em que era vocalista do LS Jack. A faixa foi lançada no álbum Tudo Outra Vez, produzido por Rick Bonadio.
“Sem Radar” ganhou novos intérpretes
A composição aborda sentimentos relacionados à ausência, à saudade e à sensação de perder o rumo após o fim de uma relação. Esses temas contribuíram para que a música encontrasse identificação entre diferentes públicos.
Em 2024, Gusttavo Lima incluiu “Sem Radar” no projeto Embaixador Acústico. A interpretação levou a composição para o repertório do sertanejo e apresentou a música a uma nova geração de ouvintes.
No ano seguinte, Henry Freitas também incluiu a faixa no projeto Pra Beber e Amar. A música ainda recebeu versões de Marcos & Belutti, Jeito Moleque e Bruno Rosa com Ícaro & Gilmar.
Apesar das mudanças de arranjos e estilos, as diferentes interpretações preservam a composição escrita por Marcus Menna.
“É muito especial ver algo que um dia saiu do meu coração ganhar tantas vozes e chegar a tantas pessoas. Quando você compõe, coloca ali sentimentos e coisas que está vivendo, mas depois a música deixa de ser só sua”, comenta o artista.
Segundo Marcus, a canção passa a integrar histórias pessoais de quem a escuta, como relacionamentos, separações e diferentes momentos da vida.
Outras músicas de Marcus Menna também ganharam versões
A trajetória de “Sem Radar” não é um caso isolado na obra de Marcus Menna. Outras composições do artista também chegaram a novos intérpretes e públicos.
“Carla”, um dos sucessos associados ao pop rock dos anos 2000, ganhou uma versão de Gustavo Mioto com participação de Luan Santana em 2015.
A releitura levou a música para o universo sertanejo e aproximou a composição de uma nova geração de ouvintes.
Outra composição que ganhou novos intérpretes foi “Uma Carta”. A música, que aborda uma desilusão amorosa e os sentimentos após o fim de um relacionamento, recebeu uma versão de Di Propósito e Vitinho.
Compositor amplia a vida de uma canção
As diferentes versões das músicas de Marcus Menna mostram como uma composição pode mudar de contexto sem perder sua identidade.
No processo musical, o compositor transforma ideias, experiências e sentimentos em letra e melodia. Depois, a interpretação de outros artistas pode acrescentar novos arranjos e perspectivas à obra.
No caso de “Sem Radar”, a passagem pelo pop rock, sertanejo e outros estilos ajudou a manter a música presente em diferentes momentos da música brasileira.
Mais de 20 anos após seu lançamento, a composição segue sendo reinterpretada por artistas de diferentes gerações. Para Marcus Menna, esse percurso representa uma das possibilidades do trabalho de quem escreve músicas: ver uma criação ganhar novos significados na voz de outras pessoas.
