Blueberry, cranberry e goji berry ganharam espaço em bebidas, smoothies e suplementos. Essas frutas também aparecem nas redes sociais associadas ao conceito de superfrutas.
O termo, porém, não corresponde a uma classificação científica ou regulamentada. Ele costuma ser utilizado para destacar alimentos que apresentam determinados nutrientes e compostos bioativos.
Isso não significa que as frutas associadas ao conceito não tenham valor nutricional. A questão é considerar suas características dentro de uma alimentação variada.
Nesse cenário, frutas brasileiras como acerola, goiaba, maracujá, manga, abacaxi e açaí também oferecem vitaminas, fibras, minerais e diferentes compostos bioativos.
O que são as chamadas superfrutas?
A expressão “superfruta” é usada principalmente em contextos comerciais e de divulgação de alimentos. Ela não indica que uma espécie tenha todos os nutrientes necessários para uma alimentação saudável.
De acordo com a nutricionista Andressa Meira, da Polpa Brasil, a popularização do termo pode levar à ideia de que determinadas frutas seriam nutricionalmente superiores a todas as outras.
“O termo ‘superfruta’ ajuda a despertar a curiosidade do consumidor, mas também pode criar a impressão de que apenas algumas espécies, geralmente mais caras ou importadas, concentram características interessantes”, afirma.
Para a profissional, a diversidade deve ser considerada na escolha dos alimentos. “Não existe uma única fruta capaz de oferecer tudo. O mais importante é variar o consumo”, acrescenta.
Frutas brasileiras também oferecem compostos bioativos
A diversidade de frutas produzidas no Brasil reúne diferentes combinações de nutrientes e compostos naturais.
A acerola, por exemplo, é conhecida pela presença de vitamina C. Já frutas amarelas e alaranjadas, como manga e maracujá, fornecem carotenoides.
O açaí apresenta antocianinas, pigmentos associados à sua coloração arroxeada. Goiaba e abacaxi também contribuem com nutrientes e outros compostos bioativos.
Entretanto, a composição nutricional não é fixa. Ela pode mudar de acordo com a espécie, variedade, grau de maturação e condições de cultivo.
A forma de processamento também interfere nas características do alimento. Por isso, não é possível considerar apenas o nome da fruta ao avaliar sua composição.
As cores das frutas revelam parte dessa diversidade
A variedade de cores também ajuda a visualizar a presença de diferentes pigmentos naturais. Tons vermelhos, amarelos, alaranjados e roxos estão relacionados a diferentes compostos presentes nas frutas.
Por isso, concentrar o consumo em uma única espécie por causa de sua fama como “superfruta” não representa toda a diversidade disponível.
A combinação de frutas ao longo da alimentação permite incluir diferentes sabores, nutrientes e compostos bioativos.
Sazonalidade influencia oferta e consumo
A diversidade agrícola brasileira também está relacionada às condições climáticas e à sazonalidade. Algumas frutas têm períodos de oferta mais restritos, enquanto outras são cultivadas em diferentes regiões e épocas.
Essa característica pode influenciar a disponibilidade e o preço dos produtos. Para consumidores e indústria, uma das questões está em aproveitar a variedade de matérias-primas durante diferentes períodos do ano.
O processamento é uma das alternativas utilizadas nesse contexto. Frutas congeladas, polpas, pós e ingredientes desidratados podem ampliar as possibilidades de uso das matérias-primas.
Esses formatos podem ser incorporados a bebidas, iogurtes, cereais, produtos de confeitaria e panificação, snacks e outras formulações.
Ingredientes de frutas ampliam aplicações na indústria
A Polpa Brasil atua no desenvolvimento de ingredientes produzidos a partir de frutas e vegetais para a indústria de alimentos.
Entre as opções desidratadas estão ingredientes de maçã, banana, morango, manga e açaí. A empresa também trabalha com matérias-primas como cenoura, abóbora, beterraba e batata-doce.
O portfólio inclui ainda misturas destinadas a diferentes formulações e aplicações industriais.
Segundo Andressa Meira, transformar frutas em ingredientes permite utilizar matérias-primas de diferentes safras ao longo do ano.
“A transformação da fruta em ingrediente permite que sabores e matérias-primas de diferentes safras sejam utilizados durante todo o ano”, explica.
De acordo com a nutricionista, esse processo pode trazer praticidade e padronização para a indústria. Para o consumidor, também pode ampliar a presença de frutas em produtos adaptados à rotina.
Diversidade pode ser mais importante que a fama
Blueberry, cranberry e goji berry fazem parte de uma variedade de frutas que pode integrar a alimentação. Entretanto, o rótulo de “superfruta” não transforma essas espécies em uma categoria científica.
Frutas produzidas no Brasil também apresentam diferentes vitaminas, minerais, fibras, pigmentos e compostos bioativos. A composição varia entre as espécies e conforme fatores como cultivo, maturação e processamento.
Assim, a diversidade de frutas disponíveis oferece diferentes possibilidades de consumo. A escolha pode considerar características nutricionais, disponibilidade, preço, preferência pessoal e sazonalidade.
Sobre a Polpa Brasil
A Polpa Brasil atua no desenvolvimento e na produção de ingredientes à base de frutas e vegetais para a indústria de alimentos. Seu portfólio reúne produtos desidratados e misturas para diferentes aplicações, com foco no aproveitamento de matérias-primas de origem vegetal.
