Brasilina reúne arte e design autoral em Vitória

A exposição Brasilina – Poéticas de uma Nação Mátria chega a Vitória para reunir arte e design autoral em uma reflexão sobre identidade, natureza e sociedade brasileira. A mostra abre em 1º de setembro, na Galeria do Centro Cultural SESI, em Jardim da Penha.

Realizada pela Decoranea e pelo 1COMUM Coletivo, a exposição reúne trabalhos de 32 artistas brasileiros e brasileiras. A proposta utiliza diferentes linguagens, técnicas e materiais para apresentar interpretações sobre a diversidade cultural e a complexidade do país.

A abertura acontece das 18h às 21h, com entrada gratuita. A visitação segue até 30 de setembro de 2026, de terça a sábado, das 10h às 20h.

Idealizada por Isabela Castello e Fernando Caseira Nicolau, Brasilina tem curadoria de Isabela Castello e Isabel Portella. A produção é assinada por Elaine Pinheiro, da ArtES Consultoria, Produção e Gestão Cultural.

Brasilina usa o pau-brasil como símbolo

O próprio nome da exposição estabelece uma conexão com a história brasileira. Brasilina é o pigmento associado ao pau-brasil, árvore que está na origem do nome do país.

Na proposta curatorial, essa referência ganha uma dimensão simbólica. A transformação da substância presente na madeira em pigmento vermelho inspira uma reflexão sobre identidade, história, violência, memória e capacidade de regeneração.

A exposição questiona, assim, as diferentes camadas que formaram a sociedade brasileira. Ao mesmo tempo, busca evitar uma representação limitada do país por estereótipos.

Brasilina parte da diversidade de territórios, povos, culturas e paisagens para apresentar diferentes perspectivas sobre o Brasil. A mostra também reconhece contradições sociais e desigualdades que convivem com criatividade, resistência e capacidade de reinvenção.

Para os idealizadores, a arte funciona como uma ferramenta para observar as raízes brasileiras e discutir possibilidades para o futuro. Nesse sentido, as obras não pretendem oferecer uma única definição sobre o país.

Exposição apresenta três eixos curatoriais

A organização da mostra segue três eixos: Identidade, Natureza e Sociedade. Cada núcleo aborda uma dimensão da experiência brasileira.

Identidade reúne reflexões sobre pertencimento e sobre as diferentes maneiras de ser brasileiro. O eixo considera as múltiplas referências culturais que compõem a formação do país.

Natureza direciona o olhar para a biodiversidade, os territórios e a relação entre os seres humanos e o meio ambiente.

Por sua vez, Sociedade aborda relações, contrastes, desafios e transformações presentes na vida brasileira. Dessa maneira, os três eixos se complementam e ampliam a leitura das obras.

Nação mátria orienta reflexão da mostra

Outro conceito importante para Brasilina é a ideia de “nação mátria”. A expressão propõe uma visão do país associada à terra-mãe, ao cuidado, à ancestralidade e à capacidade de gerar e nutrir.

A perspectiva também aproxima a discussão do papel das mulheres na construção social e cultural brasileira. Além disso, estabelece uma relação entre território, natureza e memória.

A mostra utiliza ainda a bandeira nacional como ponto de partida para uma reflexão simbólica. O tradicional lema “Ordem e Progresso”, relacionado ao pensamento de Auguste Comte, é revisitado a partir da ausência do conceito de amor em sua formulação conhecida.

Nesse contexto, Brasilina propõe uma leitura que associa amor, ordem e progresso. A ideia amplia o debate sobre os princípios que podem orientar a construção coletiva do país.

Arte e design autoral ocupam o mesmo espaço

A exposição marca também o lançamento da Decoranea, galeria dedicada à arte e ao design autoral. A iniciativa busca aproximar essas duas áreas e destacar a produção criativa brasileira.

A proposta considera a capacidade de artistas e designers de transformar materiais, experiências e referências culturais em objetos, formas e narrativas.

Além da apresentação das obras, Brasilina contará com um programa educativo desenvolvido pela arte-educadora Tatiana Rosa. A iniciativa pretende ampliar as possibilidades de interação do público com os conteúdos apresentados na exposição.

A diversidade de artistas e linguagens permite que diferentes interpretações sobre o Brasil convivam no mesmo espaço. Assim, a mostra transforma a galeria em um ambiente de encontro e reflexão.

Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da exposição, a iniciativa também foi concebida com a possibilidade de circular posteriormente por outras cidades brasileiras.

Exposição Brasilina tem entrada gratuita em Vitória

A primeira edição de Brasilina será realizada na Galeria do Centro Cultural SESI, em Jardim da Penha, Vitória, no Espírito Santo.

O público poderá visitar a mostra gratuitamente durante todo o período de funcionamento. A abertura ocorre em 1º de setembro de 2026, das 18h às 21h.

A realização é da Decoranea e do 1COMUM Coletivo. A curadoria fica a cargo de Isabela Castello e Isabel Portella, enquanto a produção é de Elaine Pinheiro.

Serviço

Brasilina – Poéticas de uma Nação Mátria
Local: Galeria do Centro Cultural SESI – Jardim da Penha, Vitória (ES)
Abertura: 1º de setembro de 2026, das 18h às 21h
Período: 1º a 30 de setembro de 2026
Visitação: terça a sábado, das 10h às 20h
Entrada: gratuita
Classificação: livre
Realização: Decoranea e 1COMUM Coletivo
Idealização: Isabela Castello e Fernando Caseira Nicolau
Curadoria: Isabela Castello e Isabel Portella
Produção: Elaine Pinheiro (ArtES Consultoria, Produção e Gestão Cultural)