Caso de Maíra Cardi alerta sobre PMMA no rosto

Caso de Maíra Cardi alerta sobre PMMA no rosto

O relato da influenciadora Maíra Cardi sobre a necessidade de retirar um preenchimento antigo reacendeu o debate sobre complicações do PMMA no rosto. A substância, aplicada há quase duas décadas, teria sido usada para tratar olheiras e o chamado “bigode chinês”.

Segundo a influenciadora, alterações como inchaço, endurecimento e nódulos começaram a aparecer com o passar dos anos. Agora, ela precisará passar por uma cirurgia delicada para remover o material.

Especialistas afirmam que casos semelhantes vêm surgindo com mais frequência em consultórios de cirurgia plástica.

Complicações do PMMA no rosto podem surgir anos depois

De acordo com o cirurgião plástico Hugo Sabath, da Clínica Libria, as complicações do PMMA no rosto podem aparecer muitos anos após o procedimento.

O material, conhecido como PMMA (polimetilmetacrilato), é considerado permanente e não é absorvido pelo organismo.

Segundo o médico, isso aumenta o risco de reações tardias.

“Pacientes que fizeram procedimentos estéticos há muitos anos podem desenvolver endurecimento, nódulos ou inflamações crônicas. Em alguns casos, também ocorrem deformidades faciais”, explica.

Cirurgia pode ser necessária para remover preenchimento permanente

Quando surgem complicações relacionadas ao PMMA no rosto, a remoção do produto pode ser complexa. Isso acontece porque o material pode se integrar aos tecidos ao longo do tempo.

Segundo o especialista, a retirada exige procedimentos delicados.

“Em alguns casos, precisamos abrir a região para remover fragmentos do material. Tudo é feito com extremo cuidado para preservar estruturas importantes da face”, afirma o cirurgião.

Dependendo da situação, o paciente pode precisar de mais de uma cirurgia para retirar a maior quantidade possível da substância.

Casos de complicações com PMMA aparecem com frequência

O médico afirma que situações semelhantes já foram registradas recentemente em seu consultório. Entre os casos atendidos está o de uma paciente que desenvolveu nódulos anos após um procedimento estético.

Segundo ele, muitos pacientes nem sabem qual substância foi aplicada no rosto.

Esse fator dificulta o diagnóstico e aumenta a preocupação dos profissionais de saúde.

Além disso, as complicações podem surgir décadas depois da aplicação.

“Muitos procedimentos foram realizados quando determinados materiais ainda eram mais utilizados. O problema é que os efeitos podem aparecer 10, 15 ou até 20 anos depois”, alerta.

Sinais de alerta após preenchimento facial

Especialistas recomendam procurar avaliação médica ao notar alterações em áreas que receberam preenchimento estético.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • inchaço persistente no rosto
  • endurecimento em regiões onde houve preenchimento
  • formação de nódulos ou caroços
  • assimetria facial
  • dor ou inflamação recorrente

Segundo o médico, quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de controlar a complicação.

Ácido hialurônico é alternativa mais segura

Atualmente, a medicina estética prioriza materiais absorvíveis. Um dos mais utilizados é o ácido hialurônico, que pode ser degradado pelo organismo ao longo do tempo.

Caso seja necessário, o produto também pode ser revertido com enzimas específicas.

Essa característica traz mais segurança para pacientes e profissionais.

Além disso, especialistas reforçam a importância de escolher médicos qualificados e de sempre confirmar qual substância será utilizada no procedimento.

Para o cirurgião, o relato público de Maíra Cardi ajuda a ampliar a conscientização sobre os riscos.

“Qualquer intervenção estética no rosto precisa ser feita com responsabilidade. Informação e transparência são fundamentais para evitar complicações futuras”, conclui.

marramaqueadmin