Influencer trans relata constrangimento no Reino Unido
A influenciadora brasileira Suellen Carey afirmou ter vivido uma situação constrangedora durante atendimento no sistema público de saúde do Reino Unido. Segundo ela, foi chamada por engano para realizar um exame vaginal destinado a mulheres cis.
A brasileira, de 38 anos, contou que percebeu o equívoco apenas ao entrar na sala da consulta. O episódio aconteceu após ela receber uma convocação do sistema de saúde inglês para um esfregaço vaginal, exame preventivo realizado em mulheres cisgênero.
Suellen Carey relata desconforto durante consulta
De acordo com Suellen Carey, o constrangimento começou quando a médica perguntou se ela estava no local para realizar o exame vaginal.
A influenciadora explicou que é uma mulher trans, mas afirma que a situação ficou ainda mais desconfortável durante a conversa com os profissionais.
“Quando eu entrei na sala, a médica perguntou se eu estava ali para fazer um exame vaginal. Na hora eu fiquei espantada e comecei a explicar que era uma mulher trans”, contou.
Segundo ela, os questionamentos continuaram mesmo após o esclarecimento inicial.
“Quanto mais eu tentava explicar que era uma mulher trans, mais perguntas apareciam. Ela chegou a perguntar se eu tinha nascido assim”, afirmou.
Segundo médico foi chamado para a consulta
Suellen relata que a situação ganhou novos contornos quando um segundo médico entrou na sala.
De acordo com a influenciadora, ela precisou explicar novamente detalhes sobre sua transição de gênero.
“Eu tive que explicar novamente que nasci de um jeito e fui fazendo minha transição ao longo da vida. Parecia que eu precisava me justificar o tempo inteiro”, disse.
A influenciadora afirma que o momento provocou desconforto emocional e sensação de exposição desnecessária.
Influenciadora critica preparo de profissionais
Após o episódio, Suellen Carey afirmou que muitos profissionais da saúde ainda não estão preparados para lidar com situações envolvendo pessoas trans.
Para ela, o caso chamou atenção especialmente por ter ocorrido no Reino Unido, país frequentemente associado a sistemas avançados de saúde pública.
“O momento foi muito desconfortável. O que mais me espantou foi perceber que profissionais da saúde ainda não sabem como agir em situações assim. Estamos falando de preparo básico”, declarou.
Caso levanta debate sobre atendimento a pessoas trans
O relato da influenciadora também reacende discussões sobre acolhimento e preparo de equipes médicas no atendimento à população trans.
Especialistas e entidades LGBTQIA+ frequentemente apontam a necessidade de protocolos mais claros e treinamentos específicos para reduzir constrangimentos e falhas de comunicação em ambientes de saúde.
Além disso, casos semelhantes reforçam debates sobre atualização de cadastros e adequação dos sistemas de atendimento às diferentes identidades de gênero.
