Celso Tádhei estreia na ficção e vira finalista do Jabuti
O escritor carioca Celso Tádhei estreia na ficção com romance finalista do Jabuti e conquista espaço na literatura brasileira. O livro “A Casa da Ópera de Manoel Luiz”, publicado pela Editora Mondru, está entre os finalistas do Prêmio Jabuti 2025 na categoria Romance de Entretenimento.
A obra mistura ficção, pesquisa histórica e reflexão artística. Além disso, resgata a memória do segundo teatro em atividade no Brasil, fundado no Rio de Janeiro do século XVIII. Com narrativa ágil e humor refinado, o autor revisita um período pouco explorado da cultura nacional.
Celso Tádhei estreia na ficção com romance finalista do Jabuti 2025
Celso Tádhei estreia na ficção com romance finalista do Jabuti 2025 após consolidar carreira como roteirista. Ele trabalhou por 23 anos na TV Globo e foi roteirista-chefe de programas como “Zorra”, indicado ao Emmy Internacional, e “Os Caras de Pau”.
Agora, o autor mergulha na literatura com uma proposta ousada. A narrativa parte de uma premissa metalinguística. O próprio escritor surge como personagem, assombrado pelo fantasma de Manoel Luiz Ferreira.
Manoel Luiz foi o idealizador da Casa da Ópera, espaço teatral criado no Brasil colonial. A partir desse encontro imaginário, o romance reconstrói os bastidores do poder e da arte no século XVIII.
Com capítulos curtos e digressivos, Celso combina ironia, pesquisa histórica e reflexão. Assim, ele provoca o leitor a pensar sobre a criação artística e seus desafios.
Romance resgata teatro colonial e artistas apagados da história
O romance finalista do Jabuti também cumpre papel de resgate histórico. Personagens como a cantora Lapinha, o ator João dos Reis e o compositor Padre José Maurício ganham destaque na narrativa.
Além disso, a obra evidencia a presença de artistas negros e mestiços na formação cultural do país. O autor mostra como esses criadores foram essenciais, embora muitas vezes invisibilizados.
Entre intrigas palacianas e improvisos cômicos, o livro discute temas atuais. A arte surge como espaço de resistência e expansão da vida. Ao mesmo tempo, o texto aborda o dilema entre criação artística e sobrevivência financeira.
Segundo Celso, incluir a si mesmo como personagem foi decisivo. A escolha iluminou a narrativa e trouxe frescor à estrutura do romance.
Experiência na TV influencia ritmo do primeiro romance
A longa trajetória na televisão influencia diretamente o estilo do autor. Celso Tádhei traz ritmo ágil, humor e domínio dramático para a ficção.
Formado em Artes Cênicas pela UNIRIO, ele também escreveu peças premiadas e roteiros de cinema. Essa vivência transparece na construção dos diálogos e na fluidez dos capítulos.
O livro possui 203 páginas, ISBN 978-65-6042-067-0, e foi lançado em 2025 pela Mondru. A publicação já está disponível no site da editora: https://mondru.com/produto/a-casa-da-opera-de-manoel-luiz/
Portanto, ao estrear na ficção, Celso Tádhei amplia sua atuação artística e reforça a relevância do romance como espaço de memória e reflexão cultural.
