UBC lança estudo sobre música eletrônica no Brasil

UBC lança estudo sobre música eletrônica no Brasil

A UBC – União Brasileira de Compositores lançou o estudo inédito “Mapa da Música Eletrônica no Brasil”, levantamento que analisa o crescimento do setor, o protagonismo de artistas brasileiros e os desafios estruturais da cena eletrônica nacional em 2025.

O relatório foi desenvolvido em parceria com a Brazil Music Conference e será apresentado durante o Hot Beats Music Conference, realizado no Hotel Nacional. O estudo também já está disponível no site oficial da UBC.

Música eletrônica brasileira cresce no cenário global

Segundo o levantamento, o Brasil ocupa atualmente a posição de 9º maior mercado fonográfico do mundo, de acordo com dados da Pro-Música.

O estudo aponta que o país vive uma fase de consolidação e expansão internacional da música eletrônica. Artistas brasileiros passaram a ocupar espaços de destaque em festivais globais e plataformas de streaming.

Entre os nomes citados estão Alok, Vintage Culture, Mochakk, Liu, ANNA, Cashu e Clementaum.

O movimento foi definido no relatório como “Brazilian Storm”, termo usado para descrever a ascensão internacional de DJs e produtores nacionais.

Relatório da UBC aponta transformação digital

O estudo revela que o público brasileiro de música eletrônica é jovem, conectado e altamente engajado nas redes sociais.

Segundo o levantamento, fãs do gênero consomem mais de 16 horas semanais de música eletrônica. Além disso, plataformas digitais se consolidaram como principal meio de descoberta musical, especialmente entre integrantes da Geração Z.

A pesquisa também destaca que eventos e festivais passaram a investir em experiências visuais e digitais para ampliar o impacto nas redes sociais.

Festivais internacionais como Coachella, Primavera Sound e Sónar já contam com DJs brasileiros em posições de destaque.

Música eletrônica enfrenta desafios estruturais

Apesar do crescimento, o relatório aponta obstáculos importantes para o setor. Entre eles estão os altos custos de produção, dificuldades de patrocínio e problemas ligados à arrecadação de direitos autorais.

Além disso, o estudo alerta para a concentração de público em grandes festivais, cenário que dificulta a sustentabilidade de eventos menores e iniciativas experimentais.

Por outro lado, os autores destacam oportunidades ligadas à expansão regional e à mistura da música eletrônica com gêneros brasileiros como funk, pop e sertanejo.

Segundo Marcelo Castello Branco, o estudo busca aproximar o diálogo entre mercado, artistas e entidades do setor.

Estudo reúne especialistas da cena eletrônica

O “Mapa da Música Eletrônica no Brasil” foi desenvolvido por Camilo Rocha, Claudio da Rocha Miranda Filho e Maurício Soares.

Os profissionais possuem longa atuação na indústria da música eletrônica brasileira em áreas como produção de eventos, pesquisa, jornalismo e gestão artística.

O relatório também reforça o impacto econômico do segmento, que movimenta mais de 15 bilhões de dólares globalmente em toda a cadeia de eventos e entretenimento.

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