Dia da Gastronomia Mineira: vinhos para pratos típicos
Harmonização de vinhos com pratos mineiros ganha destaque no Dia da Gastronomia Mineira, celebrado em 5 de julho. A proposta da sommelière Thamirys Schneider, da Wine, é mostrar como diferentes estilos de vinho podem valorizar clássicos da culinária de Minas Gerais, do torresmo ao tradicional Romeu e Julieta.
A data convida os brasileiros a revisitar uma das cozinhas mais emblemáticas do país. Marcada por receitas de preparo lento, sabores intensos e forte ligação com a cultura regional, a gastronomia mineira também oferece inúmeras possibilidades de harmonização com vinhos.
Torresmo com espumante brut abre o menu mineiro
Entre os clássicos de boteco, o torresmo de barriga aparece como uma das combinações mais surpreendentes com vinho. Segundo a especialista, a gordura e a crocância do petisco encontram equilíbrio na acidez e nas borbulhas de um espumante brut.
A sugestão é optar por um rótulo refrescante, com notas cítricas e florais, capaz de limpar o paladar e estimular o próximo gole.
Harmonização de vinhos com pratos mineiros e feijão
O tutu de feijão representa um dos maiores desafios da harmonização. Isso porque o feijão possui sabor intenso, textura densa e, muitas vezes, é preparado com carnes gordurosas.
Para evitar o retrogosto metálico causado pela interação entre taninos e o ferro presente no alimento, a recomendação é escolher vinhos com taninos macios e pouca passagem por madeira.
Entre as opções mais seguras, a sommelière destaca o espumante rosé brut, que combina acidez elevada, borbulhas e estrutura suficiente para acompanhar o prato.
Frango com quiabo pede tinto leve e refrescante
Outro símbolo da culinária mineira, o frango com quiabo ganha destaque pela combinação de preparo lento, molho encorpado e carne suculenta.
Nesse caso, vinhos tintos leves, com boa acidez e taninos delicados, tendem a funcionar melhor. A ideia é equilibrar a leve untuosidade do ensopado sem sobrepor os sabores do prato.
Rótulos elaborados com uvas como Sangiovese aparecem entre as alternativas mais indicadas para essa harmonização.
Vaca atolada combina com vinhos mais estruturados
A vaca atolada, preparada com costela bovina e mandioca, exige vinhos de maior intensidade.
De acordo com a especialista, a combinação ideal inclui tintos com boa estrutura tânica e acidez elevada, características que ajudam a equilibrar a gordura da carne e a textura cremosa da mandioca.
Uvas como Tannat, Syrah, Malbec e Cabernet Sauvignon estão entre as mais recomendadas para acompanhar esse clássico mineiro.
Romeu e Julieta encerra a experiência com vinho doce
Queijo Minas com goiabada ganha toque sofisticado
Para finalizar o menu, a tradicional combinação de queijo Minas curado com goiabada cascão, conhecida como Romeu e Julieta, pede vinhos de sobremesa.
A regra principal é que o vinho tenha doçura igual ou superior à da sobremesa. Vinhos de colheita tardia, espumantes Moscatel e até Porto Branco aparecem como excelentes parceiros para esse clássico da doceria mineira.
Gastronomia mineira e vinho: tradição valorizada
Além de celebrar receitas históricas, o Dia da Gastronomia Mineira mostra como a harmonização pode enriquecer a experiência à mesa sem descaracterizar a tradição.
Com escolhas adequadas de espumantes, tintos leves, vinhos estruturados e rótulos de sobremesa, pratos típicos de Minas Gerais ganham novas camadas de sabor e reforçam a riqueza da culinária brasileira.
