1. “Uma Pancada de Forró 8” dá continuidade a uma série já consolidada na sua carreira. O que esse novo capítulo representa para você neste momento artístico?
Representa maturidade e reconhecimento. Eu fico muito emocionada porque esse projeto cresceu junto com a minha carreira. Nunca imaginei que chegaríamos à oitava edição com tanto carinho do público. Isso mostra que vale a pena fazer tudo com dedicação e respeitando a essência do forró.
2. O álbum chega com 12 faixas que misturam romantismo e nostalgia. Como foi o processo de escolha do repertório e da identidade sonora deste projeto?
Eu sempre penso muito no que as pessoas gostam de ouvir nos shows e nas letras que elas vão se identificar. Procuro escolher músicas que tocam o coração, que despertem lembranças e façam todo mundo cantar e dançar junto. O forró romântico tem muito disso.
3. Você vem do Ceará, berço de fortes tradições musicais. De que forma suas raízes nordestinas ainda influenciam sua forma de cantar e escolher repertórios?
Influenciam em tudo. Eu cresci ouvindo forró, vendo as festas da minha cidade, cantando nas quadrilhas e acompanhando artistas que me inspiraram. O Nordeste está na minha voz, no meu jeito de cantar e nas músicas que escolho gravar.
4. O forró romântico segue conquistando novas gerações. Na sua visão, o que mantém esse gênero tão vivo e conectado com o público?
Porque ele fala de sentimentos que nunca saem de moda. Todo mundo já amou, já sofreu, já sentiu saudade. O forró romântico consegue transformar tudo isso em música e fazer as pessoas se identificarem.
5. O álbum traz a releitura de “Na Hora de Amar”, uma música já conhecida em outras vozes. O que te atraiu nessa canção e como foi transformá-la em forró?
Sempre gostei dessa música. Ela tem uma letra muito bonita e emocionante. Quando ouvimos o arranjo em forró, sentimos que ela ganhou uma energia diferente, mas sem perder a essência. Ficou muito especial e o público abraçou com todo carinho.
6. Como você equilibra a tradição do forró com elementos mais contemporâneos para dialogar com o público digital e das plataformas de streaming?
Eu acredito que a gente pode evoluir sem perder a nossa identidade. Gosto de trazer uma sonoridade atual, mas sempre respeitando a essência do forró, porque foi isso que me trouxe até aqui.
7. Você alcança números expressivos no Spotify e no YouTube. Como você enxerga esse crescimento digital dentro da sua trajetória artística?
Eu vejo como consequência de muito trabalho e da confiança do público. Cada pessoa que escuta uma música, compartilha um vídeo ou vai a um show faz parte dessa conquista. Sou muito grata por isso.
8. Em meio à intensa agenda de shows pelo Nordeste, como você organiza a rotina entre estrada, estúdio e vida pessoal?
Não é fácil, mas eu aprendi a valorizar cada momento. Quando estou trabalhando, me entrego completamente. E quando consigo estar com a minha família, faço questão de aproveitar esse tempo da melhor forma possível.
9. O projeto “Uma Pancada de Forró” já se tornou uma marca da sua carreira. Em algum momento você imaginou que ele chegaria à oitava edição com tanta força?
Sinceramente, não. A gente sonha, claro, mas nunca imagina até onde um projeto pode chegar. Cada nova edição é uma conquista e uma responsabilidade ainda maior.
10. Qual faixa do novo álbum mais te emociona ou representa melhor o momento que você está vivendo hoje?
É difícil escolher uma só, porque todas têm um significado especial. Mas “O Que Falta em Você Sou Eu” mexe muito comigo. É a primeira faixa do álbum e fala de um sentimento que todo mundo já sentiu. Fala de amor, de saudade. Acho que ela traduz bem esse momento de viver tudo com intensidade e de acreditar no amor em todas as formas.
11. Você iniciou a carreira ainda jovem, passou por uma pausa e retornou com grande força durante a pandemia. O que essa trajetória te ensinou sobre resistência e recomeços na música?
Me ensinou que cada pessoa tem o seu tempo. A pausa foi importante para viver a maternidade, e quando voltei, voltei ainda mais preparada e com mais vontade de realizar os meus sonhos e dar uma vida confortável para minha família. Nunca é tarde para recomeçar quando a gente faz o que ama.
12. Para finalizar, o que o público pode esperar da fase atual da Galícia Cruz e quais são seus próximos sonhos dentro da música?
Pode esperar muito trabalho, muitas novidades e muito forró. Estou vivendo uma fase linda e quero continuar levando a nossa música para cada vez mais lugares. Meu maior sonho é ver o forró romântico alcançar ainda mais pessoas e poder cantar para públicos de todo o Brasil, sem perder a minha essência.

