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DANÇA À DERIVA – Encontro Latino-Americano de Dança, Performance e Ativismo apresenta sua 9ª edição - Marramaque

DANÇA À DERIVA – Encontro Latino-Americano de Dança, Performance e Ativismo apresenta sua 9ª edição

DANÇA À DERIVA – Encontro Latino-Americano de Dança, Performance e Ativismo apresenta sua 9ª edição

O evento acontece de 8 a 17 de dezembro, com artistas de oito países – Argentina, Bolívia, Chile, México, Paraguai, Peru, Venezuela, além do Brasil – para apresentações, performances, conversas e laboratórios 

Felix Oropeza se apresenta no evento com o solo La canción de la verdad sencilla. Foto: Jhonathan Contreras

Em sua 9ª edição, o DANÇA À DERIVA – Encontro Latino-Americano de Dança, Performance e Ativismo se reconhece como um espaço de aproximação e troca entre artistas do continente. Serão dez dias de apresentações, conversas, laboratórios e performances em que os cerca de 40 participantes de nove países – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, México, Paraguai, Peru e Venezuela – mostram a pesquisa e o resultado das “ideias, inquietações, modos de ser, viver e fazer neste continente tão diverso e adverso”, como coloca a coordenadora e idealizadora do projeto, Solange Borelli, da Radar Cultural Gestão e Projetos. A realização do evento é da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo ao lado da própria Radar Cultural.

Ao todo serão vinte espetáculos e intervenções artísticas apresentados no Centro de Referência de Dança (CRD), no Centro Cultural Olido, em espaços urbanos e espaços independentes entre os dias 8 e 17 de dezembro de 2022. Estão previstos três laboratórios de investigação criativa com o  artista, curador, professor e pesquisador da cena liminar entre Performance, Teatro e Dança Marcos Bulhões e com dois destaques internacionais do evento: Fèlix Oropeza, diretor da Compañia Agente Libre, da Venezuela; e Marco Ignácio Orellana, diretor da Compañia Amateur, do Chile. A programação conta também com espaços para conversas, ação chamada ‘Ponto de Fuga‘, em que artistas e público estabelecem diálogos sobre os mais diversos temas da contemporaneidade, além do 2º ENTRAMADAS – Encontro de Artistas Gestores da América Latina, atividade híbrida: presencial e virtual.

No dia 8 de dezembro, o Núcleo Improvisação em Contato e a banda Macaco Fantasma com o show Seas Tu dão boas-vindas aos grupos, artistas e público. O trabalho de Eduardo Fukushima, Como superar o grande cansaço?, abre as apresentações no dia 9, às 19h, no CRD, e o encerramento com o Grupo Batakerê, dirigido por Mestre Pedro Peu, uma festa sonora que celebra o corpo, a dança, a música e a latinidade de todos nós.

Nesta edição, apresentam-se os seguintes coletivos internacionais: Agente Libre, dirigido por Felix Oropeza, da Venezuela; Leila Loforte, da Argentina; Elenco Alas Abiertas, dirigida por Sergio Nuñez, do Paraguai; Compañia Amateur, dirigido por Marco Orellana, que também dança ao lado da  artista La Merce, e Danza a Pie, do Chile; Natti Fuster, do Paraguai; Alejandra Rivera, do México; Organización Tremenda Espacio Cultural, do Peru. Do Brasil participam: Coletiva Profanas, Coletivo Nuvem e Coletivo Menos1 Invisível, atuantes na cidade de São Paulo, e Calé Miranda, do Rio de Janeiro. 

A primeira edição do evento aconteceu em 2012 com o nome de Mostra de Dança,  já idealizado e coordenado por Solange Borelli, uma das mais atuantes curadoras e gestoras de projetos culturais, há mais de vinte anos representando diversos coletivos artísticos da cidade de São Paulo. “Dança à Deriva nasceu da ideia de reunir artistas latino-americanos com o intuito de nos conhecermos e nos reconhecermos, dançarmos, falarmos de nós, de nossas produções. Ao longo das edições, percebemos que não era apenas uma mostra e sim um encontro de artistas das artes performativas”, revela Solange. 

Parte desse entendimento se deve ao envolvimento dos participantes. Para a coordenadora, a essência do Dança à Deriva é a imersão dos encontros que seguem pela “manhã, tarde, noite e, por algumas vezes, nas madrugadas também”, coloca. “Nesses dias, convivemos intensamente desenvolvendo experiências artísticas, pedagógicas e apreciativas, ativando diálogos e partilhando nossos fazeres. O encontro é aberto ao público, que também participa dessas experiências e passa a conhecer outras realidades dos países vizinhos, que pouco ou nada sabemos”, completa.

A curadoria parte de uma convocatória aberta em que os interessados apresentam suas propostas e também de convites feitos pela direção do encontro que, ao longo do ano, viaja e observa o movimento artístico cultural da América Latina. “Costumo questionar as curadorias, os jogos de poder e subalternidades. Ambiente onde se proliferam e se legitimam discursos que instituem verdades sobre modos de ser, pensar, fazer e até de existir, deixando à margem outros possíveis modos de existência e concepções. Há uma potencialidade crítica e política quando se faz escolhas”, diz Solange Borelli.

Por isso, a dança apresentada no Dança à Deriva traz experiência corpórea e sensorial em que se organizam ideias de insurgências. “É a deriva pensada enquanto desgoverno da embarcação levada pelo vento, que rompe com a racionalidade das representações e dos limites fronteiriços”, completa.

Tal modo de ver e fazer dança, o Dança à Deriva despertou interesse nos meios acadêmicos e hoje é objeto de estudo e investigação na EACH-USP, no Programa de Mudança Social e Participação Política. 

Artistas e coletivos 

Um dos destaques da programação, o venezuelano Fèlix Oropeza, já presente em outras edições, traz o trabalho La canción de la verdad sencilla em que fala de uma dança transformada em parábola do espírito humano, com suas virtudes e miséria. 

O Chile apresenta três trabalhos nesta edição: Bruta, da Compañia Amateur, dirigida por Marco Orellana – também artista destaque em 2022 – leva o corpo ao limite físico e

emocional para que se concretize uma transformação sem gênero. Marco Orellana retorna ao palco em uma estreia nesta edição do Dança à Deriva: Ano-Malas, la oscuridad baila, duo com a artista La Merce, peça que deseja fluir nas contradições, fugir à ordem normal das coisas, sair da submissão e traçar um plano para descongelar as fixações identitárias. Ainda representando o Chile, Antifas; Sueños de Agua, o mais recente trabalho do Coletivo Danza a Pie, que usa o espaço público como motor para suas criações.

Do Paraguai, o espetáculo Esther, dirigido por Sergio Nuñez, traz sete bailarinos para a cena, com e sem deficiência visual, e apostam na escuta como ponto fundamental para seguirmos. Do mesmo país, Natti Fuster apresenta o solo El Cuidador, pequeno trabalho em dança-teatro com canções à capela, em que procura transportar o público para um espaço e tempo indefinidos.

Leila Loforte, da Argentina, traz Pulsiones Salvajes, um solo inspirado na morte do cisne de Michel Fokine em um tempo pós-pandemia e tecnológico. Em parceria com a brasileira Luciana Hoppe, Leila também apresenta Es Uma, criada a partir da relação entre as duas artistas durante a pandemia, e que questiona os corpos individualizados e alienados.

Em Mucho ruido y, a artista Alejandra Rivera, do México, trata de um tema caro aos nossos dias: a indiferença diante da banalização da notícia. Também com abordagem política, Lugares Otros, com direção de Urpi Castro Chávez, coloca quatro mulheres em cena para questionar os arquétipos femininos a partir de suas memórias. 

De São Paulo, três grupos apresentam suas pesquisas: a Coletiva Profanas, durante seis horas, faz a performance Ritu.1/Penetra!, na Ocupação 9 de Julho, um manifesto pelo direito de fazer o que desejar com o corpo sem medo da ação do próximo; o Coletivo Nuvem apresenta Nós, em que a investigação coreográfica reflete as possibilidades e complexidades de permanecer no coletivo, com movimentações que se desdobram em um princípio único: permanecer de mãos dadas; e o Coletivo Menos1 Invisível apresenta Poemas Atlânticos, tendo a água como fio contudor e inspirada no pensamento do ensaísta, filósofo e poeta negro martinicano Édouard Glissant e no quadro “Navio Negreiro” (1840), do pintor pré-impressionista Willian Turner. Do Rio de Janeiro, Calé Miranda traz Orí, que significa “cabeça” em yorubá e é designada para identificar os Orixás protetores do iniciado no Candomblé (religião afro-brasileira).

Um dos destacados artistas da cena contemporânea brasileira atual, Eduardo Fukushima faz a abertura com Como superar o grande cansaço?, um trabalho em que desenvolve a questão em linguagem corporal: a dança é a própria pergunta como vontade de potência e geradora de movimento. Dirigido por Pedro Peu, na intervenção Transbordando nos Quintais, a música percussiva – como em outros trabalhos do grupo Batakarê – é guia nesse convite à celebração, unindo dança, brincadeiras afro-brasileiras e canto em uma grande roda, em que o público também pode participar.  

Serviço:

DANÇA À DERIVA – 9º ENCONTRO LATINO-AMERICANO DE DANÇA, PERFORMANCE E ATIVISMO

De 08 a 17 de dezembro de 2022

Entrada gratuita, retirar ingressos com uma hora de antecedência

  • CENTRO DE REFERÊNCIA DA DANÇA – Galeria Formosa Baixos do Viaduto do Chá s/n, Praça Ramos de Azevedo – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP, 01037-000
  • CENTRO CULTURAL OLIDO – Av. São João, 473 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP, 01035-000
https://www.facebook.com/dancaaderiva

www.dancaaderiva.com.br

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