Marina Lima lança Ópera Grunkie em edição especial de vinil

A Marina Lima terá Ópera Grunkie lançado em uma edição especial de vinil pela loja NRC+. O álbum, disponibilizado originalmente nas plataformas de streaming em março de 2026, chega agora ao formato físico em um LP azul translúcido.

A edição está em pré-venda e inclui um livreto com as letras das músicas e a ficha técnica do disco. O trabalho é dividido em três atos e reúne 12 faixas, com composições inéditas, colaborações e diferentes referências musicais.

A produção musical é assinada por Marina Lima em parceria com Arthur Kunz, Edu Martins e Thiago Vivas. Ao longo do álbum, a artista transita por gêneros como house, reggaeton, samba e pop rock.

Ópera Grunkie reúne poesia e homenagens

A poesia ocupa espaço importante na construção do álbum. “Grief-stricken”, poema de Antonio Patriota, aparece no primeiro ato.

Já “Perda” utiliza trechos de poemas de Antonio Cicero, irmão de Marina Lima, que morreu em 2024. A faixa também conta com participações do filósofo e professor Fernando Muniz e dos acadêmicos Antônio Carlos Secchin e Eduardo Giannetti.

Marina explica que a composição surgiu a partir da necessidade de abordar a morte do irmão.

“Eu tinha muita coisa pra falar. A partida do Cicero não podia passar em branco”, afirma a artista.

Álbum reúne participações de diferentes gerações

As colaborações continuam em outras faixas de Ópera Grunkie. Ana Frango Elétrico participa de “Um dia na vida”, enquanto “Samba pra diversidade” é dedicada ao DJ e produtor Badsista, ao rapper Marcelo D2 e à cantora Maria Bethânia.

Outra faixa que nasceu de uma interação com o público é “Collab Grunkie”, parceria com Laura Diaz, integrante da banda Teto Preto.

A composição começou a partir de um chamado feito nas redes sociais por Marina, que recebeu mais de 800 projetos enviados por fãs. A base escolhida foi criada pelo músico Eraldo Palmero.

A faixa também ganhou participações de Fernanda Montenegro, Mano Brown e Joyce Pascowitch. Fernanda Montenegro, amiga de longa data da cantora, entrou na música a partir de um áudio enviado por WhatsApp.

Na reta final do álbum, Adriana Calcanhotto participa de “Chega pra mim”. A faixa antecede “Finale (Brahma Chopin)”, que encerra o disco.

Quem são os grunkies?

O conceito que dá nome ao álbum está relacionado a uma expressão utilizada por Marina Lima para definir uma comunidade formada ao redor de sua trajetória artística.

Os “grunkies” também aparecem no documentário Uma Garota Chamada Marina, lançado em 2019 e dirigido por Candé Salles. A produção acompanha essa comunidade, associada a características como liberdade, inteligência, talento e coragem.

Para Marina, o termo não está ligado a uma faixa etária específica, mas a uma maneira de encarar a vida e a criação.

“São pessoas que parecem comigo, que pensam como eu e que querem fazer a diferença no mundo”, afirma a cantora.

Ópera Grunkie reúne essa ideia de comunidade com diferentes referências musicais, colaborações e poemas. Agora, o projeto ganha uma edição física em vinil, ampliando os formatos em que o álbum pode ser encontrado.