Exposição Vivências reúne três artistas em Ipanema

Mostra com Analu Nabuco, Ira Etz e Laura Bonfá Burnier aborda consciência ambiental, memória e reaproveitamento

A exposição “Vivências” reúne as artistas contemporâneas Analu Nabuco, Ira Etz e Laura Bonfá Burnier na Galeria de Arte Maria Lourdes Mendes de Almeida, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Com curadoria de Denise Araripe, a mostra abre em 10 de setembro e segue até 1º de outubro.

A exposição propõe uma aproximação entre diferentes linguagens artísticas a partir de temas como consciência ambiental, memória, tempo e reaproveitamento de materiais.

Embora tenham trajetórias e processos distintos, as três artistas trabalham com elementos que estabelecem relações entre matéria, experiência e transformação.

A mostra utiliza obras que incorporam materiais reaproveitados e objetos encontrados. Dessa maneira, resíduos, papéis, metais e outros elementos ganham novas funções dentro das criações.

Exposição Vivências valoriza materiais e memórias

Laura Bonfá Burnier utiliza linhas geométricas na construção de seus trabalhos. Sua produção transita por diferentes mídias e incorpora materiais provenientes de descartes.

Tijolos, concreto e materiais oxidados aparecem entre os elementos ressignificados pela artista. Em sua pesquisa, a arquitetura também funciona como referência para a construção das obras.

Na série “Entretantos”, Laura amplia essa investigação para além da superfície. A linha deixa de atuar apenas como elemento gráfico e passa a ocupar o espaço como corte, relevo e matéria.

Formada pela Escola de Belas Artes da UFRJ, a artista também possui formação complementar em Arquitetura pela USU/RJ. Ela realizou acompanhamento de processos artísticos com Charles Watson, Katie van Scherpenberg e Marcos Bonisson na EAV Parque Lage.

Sua pesquisa envolve desenho, pintura, fotografia e vídeo. A artista investiga ainda relações entre tempo, arquitetura e desfuncionalização do espaço.

Analu Nabuco transforma objetos encontrados

Analu Nabuco parte de elementos encontrados em suas caminhadas pelas ruas. Chaves, correntes de bicicleta e outros objetos podem se transformar em matéria-prima para seus trabalhos.

A artista também incorpora objetos relacionados à memória familiar. Papéis antigos e metais oxidados aparecem em sua produção como referências ao tempo, à ausência e à presença.

Seu processo inclui recortes, colagens e intervenções sobre diferentes materiais.

Nascida no Rio de Janeiro, Analu é formada em Pedagogia pela Universidade Santa Úrsula. Também estudou Relações Humanas e Filosofia pela PUC-RJ e Mitologia pela Universidade Cândido Mendes.

Sua formação artística inclui cursos no MAM e na EAV Parque Lage. A artista também participou de imersões em ateliês de escultura, barro, ferro e bronze.

Além disso, estudou com nomes como Ricardo Frazão, Anna Bella Geiger, Nelson Leirner, João Wesley, Fernando Cocchiarale e Marcos Bonisson.

Ira Etz trabalha pintura a partir de cor e camadas

Ira Etz apresenta uma pesquisa concentrada na pintura, especialmente nas relações entre luz, cor e sobreposição.

A artista utiliza camadas e pinceladas para construir áreas de cor. O processo valoriza a subjetividade e permite diferentes interpretações por parte do observador.

Sua produção também dialoga com questões relacionadas à energia vital, às emoções, ao tempo e à criatividade.

Iracema Etz Fernandes Couto, conhecida como Ira Etz, é fotógrafa, escritora, pintora e poetisa. Formou-se em Psicologia pela PUC-Rio e em Artes Plásticas pela EAV Parque Lage.

A artista publicou os livros “Sou Eu” e “Ira do Arpoador”, ambos lançados em 2016 pela editora ID Cultural.

Ira Etz já participou de exposições individuais e coletivas em diferentes espaços.

Três processos em diálogo

A exposição “Vivências” aproxima três maneiras de trabalhar a matéria e a experiência. Laura parte de referências da arquitetura e da geometria. Analu transforma objetos encontrados e elementos de memória. Ira desenvolve sua pesquisa por meio da pintura, da cor e das camadas.

O reaproveitamento estabelece uma conexão entre as produções. Materiais que poderiam ser descartados passam a integrar novas narrativas visuais.

A mostra também propõe uma reflexão sobre a relação entre o indivíduo, o ambiente e aquilo que permanece ao longo do tempo.

A exposição abre no dia 10 de setembro, às 17h. Já a finissage acontece em 1º de outubro, às 16h, com um bate-papo com as artistas.

Serviço

Exposição: Vivências
Artistas: Analu Nabuco, Ira Etz e Laura Bonfá Burnier
Curadoria: Denise Araripe
Abertura: 10 de setembro de 2026, às 17h
Finissage e bate-papo: 1º de outubro, às 16h
Visitação: 10 de setembro a 1º de outubro de 2026
Local: Galeria de Arte Maria Lourdes Mendes de Almeida Ipanema – Rua Joana Angélica, 63, Ipanema, Rio de Janeiro (RJ)
Horários: terça a sexta, das 13h às 19h; sábados, das 13h às 17h
Entrada: gratuita
Classificação: livre