10 ago 2026, seg

A sologamia de Suellen Carey continua influenciando seus relacionamentos, segundo a própria influenciadora. Aos 38 anos, ela afirma que explicar o casamento simbólico que realizou consigo mesma pode gerar mais estranhamento em encontros do que falar sobre sua identidade como mulher trans.

Em 2023, Suellen realizou uma cerimônia simbólica em Londres para celebrar o amor-próprio e o compromisso com a própria felicidade. Um ano depois, porém, anunciou o chamado “divórcio” da relação consigo mesma.

Apesar do fim simbólico da união, a experiência ainda repercute em sua vida afetiva. De acordo com Suellen, alguns pretendentes mudam de comportamento quando descobrem que ela já realizou uma cerimônia de casamento consigo mesma.

Sologamia de Suellen Carey começou em 2023

A cerimônia realizada por Suellen Carey em Londres tinha como proposta marcar um compromisso pessoal com sua própria felicidade. Na época, a influenciadora adotou a sologamia como uma forma de representar o amor-próprio.

Posteriormente, ela percebeu que a decisão também poderia gerar cobranças pessoais. Ao começar a se interessar novamente por outras pessoas, Suellen passou a questionar a ideia de que deveria encontrar em si mesma todas as respostas emocionais.

Em 2024, ela anunciou o “divórcio” simbólico. Segundo seu relato, a experiência mostrou que valorizar a própria companhia não significa necessariamente abrir mão do desejo de construir uma relação com outra pessoa.

Casamento simbólico provoca reações nos encontros

Atualmente, Suellen afirma que costuma abordar o assunto quando percebe que uma relação pode avançar. Entretanto, segundo ela, algumas conversas mudam de rumo depois que o pretendente descobre a história.

A influenciadora relata que já ouviu comentários de homens que consideraram a experiência estranha. Em alguns casos, afirma ter sido chamada de “louca”.

Para Suellen, a reação é particularmente curiosa porque ela esperava enfrentar maior dificuldade ao falar sobre sua identidade como mulher trans.

A influenciadora conta que já teve uma relação na qual sua identidade foi compreendida pelo parceiro. Segundo ela, o relacionamento não terminou por causa de sua identidade de gênero, mas após o parceiro descobrir o casamento simbólico.

Suellen Carey compara sologamia e identidade trans

A experiência fez com que Suellen passasse a enxergar a sologamia como um assunto mais delicado em seus relacionamentos atuais.

A influenciadora afirma que falar sobre ser uma mulher trans pode ser mais simples do que explicar a decisão de ter realizado uma cerimônia de casamento consigo mesma.

Essa percepção não significa que ela considere a sologamia um erro. O relato está relacionado às consequências que a experiência teve sobre sua vida afetiva e às expectativas que ela própria criou naquele período.

A trajetória também mostra como escolhas pessoais podem adquirir novos significados com o passar do tempo. O que inicialmente representava autonomia e amor-próprio passou a ser revisitado quando Suellen voltou a considerar relacionamentos.

Entre autonomia e desejo de compartilhar a vida

O caso de Suellen também coloca em discussão a diferença entre independência emocional e isolamento afetivo.

A proposta da sologamia pode representar, para algumas pessoas, uma celebração da autonomia e da relação consigo mesmas. No entanto, a experiência relatada pela influenciadora mostra que esse compromisso simbólico pode assumir outros significados ao longo da vida.

Ao retomar sua vida amorosa, Suellen passou a buscar equilíbrio entre o cuidado consigo mesma e o desejo de compartilhar experiências com um parceiro.

Segundo seu relato, o episódio também revelou que os relacionamentos podem ser afetados por percepções e preconceitos sobre escolhas pessoais.

A história ganhou repercussão justamente pela combinação de dois aspectos de sua trajetória pessoal: a identidade como mulher trans e a experiência de ter realizado um casamento simbólico consigo mesma.

Para Suellen, entretanto, atualmente o segundo assunto representa o maior desafio nas conversas amorosas. A experiência mostra como uma escolha feita para reafirmar o amor-próprio pode continuar produzindo efeitos mesmo depois de encerrada simbolicamente.