O lançamento do livro Pensar, projetar e pesquisar a paisagem coloca em evidência um dos principais debates da atualidade: a construção de cidades mais sustentáveis, inclusivas e conectadas às pessoas. A obra, assinada pelo arquiteto, urbanista e professor da UFMG Altamiro Sergio Mol Bessa, será apresentada ao público no dia 4 de julho de 2026, na Livraria da Rua, em Belo Horizonte (MG), durante evento promovido pela Editora UFMG.
Voltado a pesquisadores, arquitetos, urbanistas, gestores públicos e leitores interessados em desenvolvimento urbano, o livro propõe uma análise sobre a relação entre paisagem, meio ambiente e qualidade de vida. Ao longo de 158 páginas, o autor reúne reflexões teóricas e metodológicas para discutir como os espaços urbanos podem contribuir para um futuro mais equilibrado diante dos desafios ambientais contemporâneos.
Em Pensar, projetar e pesquisar a paisagem, Altamiro Sergio Mol Bessa defende que a paisagem deve ser compreendida como uma experiência que reúne natureza, memória, cultura e pertencimento. Dessa forma, o conceito ultrapassa a dimensão estética e passa a ocupar papel estratégico na compreensão das cidades e das relações humanas com o território.
Além disso, a publicação chama atenção para problemas provocados pela expansão urbana desordenada e pelo uso intensivo dos recursos naturais. Segundo a proposta apresentada pelo autor, esses processos contribuíram para o surgimento de espaços urbanos fragmentados, marcados pela perda da qualidade ambiental e pelo enfraquecimento da convivência coletiva.
Nesse contexto, o livro sugere que pensar a paisagem também significa refletir sobre formas mais sustentáveis de planejar o crescimento urbano e fortalecer a conexão entre as pessoas e os lugares onde vivem.
A obra está organizada em duas partes complementares. Na primeira, intitulada “Ontologia e teleologia da paisagem”, o autor investiga os fundamentos filosóficos do conceito de paisagem. Para isso, estabelece diálogo com áreas como arquitetura, filosofia, antropologia, história e artes.
Ao abordar temas como memória, natureza, tempo e imaginário, o livro demonstra que os espaços urbanos adquirem significado por meio das experiências vividas por seus habitantes. Consequentemente, parques, jardins e áreas públicas passam a ser compreendidos como elementos essenciais para melhorar a qualidade de vida nas cidades.
Na segunda parte, “Projetar e pesquisar a paisagem”, Altamiro Sergio Mol Bessa direciona a discussão para o campo profissional e acadêmico. O autor apresenta métodos de pesquisa que valorizam aspectos frequentemente negligenciados, como percepção, afetividade, experiência sensorial e vínculos culturais estabelecidos entre as pessoas e os territórios.
Essa abordagem amplia o debate sobre arquitetura e urbanismo ao defender que projetos urbanos precisam considerar não apenas características físicas dos ambientes, mas também seus significados sociais e simbólicos.
Com isso, a paisagem deixa de ser apenas objeto de estudo e passa a ser entendida como instrumento capaz de contribuir para transformações sociais, ambientais e culturais.
O lançamento de Pensar, projetar e pesquisar a paisagem acontece no sábado, 4 de julho de 2026, das 11h às 14h, na Livraria da Rua, localizada na Rua Antônio de Albuquerque, 913, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte.
Publicado pela Editora UFMG, o livro possui 158 páginas, ISBN 978-65-5858-175-8 e preço sugerido de R$ 52.
Altamiro Sergio Mol Bessa é arquiteto e urbanista, engenheiro civil, doutor em Arquitetura e Urbanismo pela USP e professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFMG. Também coordena o grupo de pesquisa Estudos Avançados em Paisagem, Arquitetura e Ambiente (GPArq/UFMG), dedicando sua trajetória acadêmica aos estudos sobre paisagem, cidade, arquitetura e turismo.
A publicação chega em um momento de intensificação dos debates sobre mudanças climáticas, planejamento urbano e sustentabilidade. Dessa maneira, o livro amplia a discussão sobre o papel da paisagem como elemento fundamental para imaginar cidades mais humanas e preparadas para os desafios do futuro.

