A atriz Yohama Eshima participa de audiência sobre epilepsia realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir o desabastecimento de medicamentos utilizados no tratamento da doença no Brasil. O encontro reuniu representantes da sociedade civil, especialistas, parlamentares e familiares de pessoas afetadas pela falta de acesso contínuo aos remédios.
Reconhecida por sua atuação em defesa da maternidade atípica e dos direitos de pessoas com doenças raras, Yohama levou ao debate a experiência vivida por sua família. Mãe de Tom, diagnosticado com uma condição genética rara associada a crises epilépticas graves, a atriz tem se destacado na mobilização por políticas públicas voltadas à garantia dos tratamentos.
A audiência também marcou o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Pessoa com Epilepsia, iniciativa que busca fortalecer ações legislativas relacionadas ao atendimento e à qualidade de vida dos pacientes.
Durante a audiência pública, Yohama destacou os impactos causados pela interrupção do tratamento de pessoas com epilepsia. Segundo ela, a falta de medicamentos gera insegurança para pacientes e familiares, além de representar riscos à saúde.
A atriz afirmou que participou do encontro representando não apenas seu filho, mas também milhares de famílias que enfrentam dificuldades semelhantes em diferentes regiões do país.
“Quem convive com a epilepsia sabe que a interrupção do tratamento traz medo, insegurança e coloca vidas em risco. Saúde é um direito e a continuidade do tratamento precisa ser garantida”, declarou.
O debate teve como principal objetivo discutir medidas capazes de evitar novos episódios de desabastecimento e assegurar que pacientes tenham acesso regular aos medicamentos prescritos.
Nos últimos meses, familiares de pessoas com epilepsia vêm relatando dificuldades para encontrar determinados medicamentos essenciais para o controle das crises.
O problema mobilizou associações, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil, que passaram a cobrar soluções das autoridades responsáveis pela política de medicamentos no país.
A audiência pública foi organizada justamente para reunir diferentes setores envolvidos na questão e ampliar o diálogo sobre alternativas para garantir a continuidade dos tratamentos.
Além disso, o encontro serviu para apresentar demandas de pacientes e familiares diretamente impactados pelo desabastecimento.
Desde o final de 2024, Yohama Eshima utiliza suas redes sociais para chamar atenção para a situação enfrentada por famílias que dependem de medicamentos anticonvulsivantes.
Por meio de relatos pessoais, entrevistas e campanhas de conscientização, a atriz ajudou a ampliar a visibilidade do tema e incentivou a mobilização de outras mães, especialistas e entidades ligadas à causa.
A iniciativa contribuiu para fortalecer o debate público sobre a importância do acesso regular aos tratamentos e sobre os desafios enfrentados por pessoas que convivem com epilepsia e doenças raras.
Ao longo dos últimos anos, Yohama transformou sua experiência como mãe de uma criança com necessidades específicas em uma plataforma de informação e acolhimento.
Sua atuação ultrapassa a conscientização sobre epilepsia e inclui temas relacionados à inclusão, aos direitos das pessoas com deficiência e ao apoio às famílias que enfrentam condições de saúde complexas.
Paralelamente ao trabalho como ativista, a atriz segue sua carreira artística e atualmente integra o elenco da novela Quem Ama Cuida, exibida pela TV Globo.
O lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Pessoa com Epilepsia representa mais um passo na articulação de políticas voltadas para essa população.
A expectativa é que o grupo atue na formulação de propostas legislativas, no acompanhamento de políticas públicas e na promoção de ações que ampliem a conscientização sobre a doença.
Com a participação de pacientes, familiares e especialistas, a iniciativa pretende fortalecer o debate sobre diagnóstico, tratamento e inclusão social de pessoas com epilepsia.
A presença de Yohama Eshima na audiência reforçou a importância da participação da sociedade civil na construção de soluções para garantir o acesso à saúde e a continuidade dos tratamentos em todo o país.

