A pesquisa sobre CAPS nas periferias de São Paulo ganha destaque com o lançamento de um livro e uma série de saraus culturais gratuitos. A iniciativa ocorre entre os dias 4 e 13 de maio de 2026, na Zona Noroeste da capital, reunindo arte, saúde mental e comunidade.
A pesquisa sobre CAPS nas periferias resultou no livro “Oficinas de Arte e Cultura – um sobrevoo pelos CAPS Adultos Brasilândia e Perus”. A obra apresenta experiências reais de usuários desses centros e destaca a arte como ferramenta de cuidado.
Além disso, o projeto transforma o lançamento em eventos presenciais. Os saraus acontecem em três locais: CAPS AD Brasilândia, Biblioteca de Perus e CECCO Perus. Todos têm entrada gratuita e parte da programação conta com acessibilidade.
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) nas periferias ainda enfrentam estigmas. Muitas vezes, são associados de forma equivocada a antigos manicômios. No entanto, o projeto propõe uma mudança de olhar.
Segundo as organizadoras, a arte desempenha papel central na promoção da saúde mental. Oficinas de música, poesia, teatro e artes visuais ajudam a fortalecer vínculos e estimular o bem-estar.
Além disso, os eventos incluem apresentações culturais, rodas de samba, performances e feiras de economia solidária. Dessa forma, os saraus ampliam o impacto da pesquisa e aproximam a comunidade.
O lançamento do livro também se conecta ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. A proposta valoriza o cuidado em liberdade e combate preconceitos históricos.
Durante os saraus, haverá atividades como oficinas de criação de cartazes e estandartes. Essas ações incentivam o debate sobre saúde mental e inclusão social.
Por outro lado, o projeto destaca o protagonismo dos próprios usuários dos CAPS. Eles participam ativamente das apresentações e exposições, mostrando a potência criativa desses espaços.
A pesquisa sobre CAPS nas periferias foi desenvolvida por meio de editais culturais públicos. O estudo analisou o impacto das práticas artísticas no cotidiano dos usuários.
Além disso, a iniciativa surgiu da vivência direta no território. A proponente, moradora da região, já atua com arte e práticas corporais voltadas à saúde.
Com isso, o livro reúne relatos, reflexões e registros que evidenciam a importância da cultura no cuidado em saúde mental.
Os eventos oferecem uma programação diversificada ao público. Entre as atividades estão:
- Lançamento do livro
- Apresentações musicais e poéticas
- Oficinas artísticas
- Exposições de trabalhos dos usuários
- Microfone aberto
Portanto, os saraus funcionam como espaços de encontro, expressão e troca cultural.
A pesquisa sobre CAPS nas periferias reforça que existe vida além do diagnóstico. A arte aparece como um caminho para reconstruir histórias e fortalecer identidades.
Assim, o projeto amplia o debate sobre saúde mental no Brasil. Ele também mostra que políticas públicas e iniciativas culturais podem caminhar juntas.
Para mais detalhes, acesse o perfil oficial: https://www.instagram.com/saude.na.periferia/

