Renato Dib apresenta “Labirinto Interior” e inicia parceria com a Galeria Contempo
A exposição Labirinto Interior, do artista plástico Renato Dib, marca o início de uma nova fase em sua carreira, agora em parceria com a Galeria Contempo. A mostra reúne obras inéditas e também trabalhos consagrados de mais de duas décadas de produção artística. Com forte presença do universo têxtil e temas como corpo, desejo e identidade, Labirinto Interior convida o público a uma jornada introspectiva por meio da arte.
Renato Dib foi convidado pelo curador Matheus Drummond para abrir sua nova fase na Galeria Contempo. O convite veio em um momento oportuno: após a mudança de seu ateliê, Dib revisitou obras guardadas e repensou sua trajetória de três décadas como artista visual.
Na seleção das peças, o artista percebeu que, mesmo produzidas em diferentes épocas e com variadas técnicas, todas as obras dialogam entre si. A exposição busca reproduzir essa sobreposição de ideias e materiais, revelando uma continuidade na sua pesquisa artística.
Renato Dib utiliza tecidos, bordados, colagens e esculturas para refletir sobre o corpo – físico, político e afetivo. Para ele, o tecido é uma metáfora da pele e das emoções. Lenços de seda, gravatas e objetos com carga afetiva se transformam em obras que questionam o que é aceito como masculino ou feminino, certo ou errado, provocando o público a rever suas certezas.
A prática colagista de Dib, presente até mesmo em esculturas, é uma estratégia de aproximação de universos distintos. Com isso, cria diálogos entre materiais, temas e sentimentos.
Durante a mostra, o artista lança o livro Labirinto de gabinetes, com colagens feitas a partir de um catálogo decorativo do século XIX. As páginas foram transformadas com recortes, tintas e intervenções que rompem com a formalidade original. O resultado são obras que expressam emoções humanas, gestos e subjetividades.
Renato Dib espera que Labirinto Interior seja um espaço de encontro entre sua alma e a do espectador. Com obras que atravessam tempo, materiais e sentimentos, ele convida o público a refletir sobre si mesmo e sobre o outro – como em um espelho.

