O matcha amplia sua presença no mercado de alimentação, com aplicações que vão do chá tradicional a cafés, shakes, sorvetes e sobremesas. Segundo a consultoria Grand View Research, o mercado global do ingrediente movimentou US$ 5,1 bilhões em 2025 e pode alcançar US$ 8,9 bilhões até 2033. A projeção indica crescimento médio anual de 7,1% entre 2026 e 2033.
No Brasil, cafeterias e marcas de sobremesas já exploram diferentes formas de apresentar o ingrediente ao público. A Go Coffee incorporou o matcha ao cardápio de bebidas, enquanto a SOFT Ice Cream apostou no sabor em uma colaboração com a The Coffee.
Mercado de matcha cresce com novas aplicações culinárias
A expansão do matcha não se limita ao consumo como chá. De acordo com a Grand View Research, o segmento destinado ao uso culinário deve registrar crescimento médio anual de 9,9% até 2033. Já as aplicações em alimentos têm previsão de avanço anual de 9,5% no mesmo período.
Essas projeções ajudam a explicar o interesse de empresas de alimentação pelo ingrediente. Ao incluir o matcha em diferentes preparações, as marcas ampliam as possibilidades de consumo e diversificam seus cardápios.
Outro indicador vem do Japão. Em 2025, as exportações japonesas de chá verde alcançaram 72,1 bilhões de ienes, uma alta de 98,2% em relação ao ano anterior. O resultado abrange diferentes tipos de chá verde e não representa exclusivamente as vendas de matcha.
O Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão aponta a demanda internacional por chás em pó, incluindo o matcha, entre os fatores associados ao crescimento das exportações.
Go Coffee aposta no matcha para diversificar bebidas
No mercado brasileiro, a Go Coffee está entre as redes que passaram a oferecer matcha em seus cardápios. A presença do ingrediente acompanha o interesse por bebidas que vão além do café tradicional.
Segundo Elói Ferreira, cofundador da empresa, a popularização do matcha em redes de cafeterias indica uma ampliação da demanda. Para o setor, essa mudança também permite alcançar públicos diferentes e criar novas ocasiões de consumo.
A oferta em cafeterias aproxima o ingrediente de consumidores que ainda não têm o hábito de beber chá verde em sua forma tradicional. Preparações alternativas podem funcionar como uma porta de entrada para experimentar o sabor.
SOFT Ice Cream leva matcha a sorvetes e shakes
A diversificação também alcança o segmento de sobremesas. Em uma colaboração com a The Coffee, a SOFT Ice Cream incluiu novamente o matcha no cardápio em uma campanha realizada de 23 de setembro a 14 de outubro de 2026.
Durante a ação, o ingrediente apareceu em casquinhas, cones especiais, sobremesas e shakes, com combinações de frutas vermelhas e amarena.
Para Matheus Krauze, sócio-fundador da SOFT Ice Cream, a aplicação em sorvetes e bebidas permite apresentar o matcha a consumidores que talvez não escolhessem o chá tradicional, mas demonstram interesse por outros formatos.
A iniciativa acompanha a expansão do ingrediente em alimentos, confeitaria e sobremesas, segmentos que ampliam as possibilidades de uso no mercado de alimentação fora do lar.
Matcha pode ampliar participação no mercado brasileiro
A combinação entre crescimento do mercado e diversificação de produtos indica uma ampliação das ocasiões de consumo. Além do chá, o matcha aparece em lattes, bebidas geladas, shakes, sorvetes e sobremesas.
Para cafeterias, o ingrediente representa uma alternativa para diversificar cardápios concentrados no café. Já no segmento de sobremesas, permite explorar novos sabores, combinações e produtos sazonais.
A Grand View Research estima que o mercado brasileiro de matcha possa alcançar aproximadamente US$ 47,2 milhões em 2033. Ainda assim, não há uma estatística pública citada no levantamento que permita isolar com precisão o volume consumido no país.
Para Elói Ferreira, da Go Coffee, a familiarização do público com o ingrediente cria oportunidades para as redes ampliarem suas opções sem perder conexão com as preferências dos consumidores.
O avanço do matcha, portanto, acompanha tanto as projeções de crescimento do mercado quanto a entrada do ingrediente em categorias mais próximas dos hábitos cotidianos de consumo.
