A obra Omodé e Curumim: Infâncias Indígenas e Afro-Brasileiras apresenta às crianças a diversidade cultural dos povos indígenas e das comunidades de matriz africana no Brasil. Lançado pela Editora Moderna, o livro da pesquisadora Rosiane Rodrigues chega em um momento de destaque para o tema, às vésperas do Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto. Segundo a assessoria de imprensa da editora, a publicação busca ampliar o conhecimento sobre diferentes modos de vida, saberes tradicionais e a importância dessas populações para a formação da sociedade brasileira.
Voltado a estudantes do Ensino Fundamental, o livro combina texto e ilustrações para abordar questões ligadas à cultura, ao território, à convivência, à linguagem e à preservação da natureza. As ilustrações são assinadas por Isabela Santos, designer gráfica e ilustradora de livros infantis.
A publicação convida os leitores a conhecer diferentes formas de infância presentes entre povos indígenas e comunidades tradicionais. Ao longo das páginas, a narrativa mostra que esses grupos continuam desempenhando papel fundamental na construção da identidade cultural brasileira.
Segundo dados do Censo Demográfico de 2022, o Brasil possui cerca de 1,7 milhão de indígenas pertencentes a mais de 300 povos, que falam centenas de línguas em diferentes regiões do país. Nesse contexto, o livro procura evidenciar que esses conhecimentos permanecem vivos e fazem parte da realidade contemporânea.
A autora ressalta que compreender o mundo sob a perspectiva dos povos e comunidades tradicionais contribui para reconhecer suas histórias, fortalecer suas identidades e combater a ideia equivocada de que pertencem apenas ao passado.
O título da obra reúne duas palavras que remetem à infância em diferentes tradições culturais. “Omodé”, termo de origem iorubá, e “Curumim”, palavra do tupi, foram escolhidos para representar crianças de diferentes contextos culturais brasileiros.
Segundo Rosiane Rodrigues, a escolha ocorreu diante da impossibilidade de reunir, em um único livro, todas as traduções da palavra “criança” existentes nas diversas línguas indígenas e africanas presentes no Brasil.
Além dos povos indígenas, o livro apresenta às crianças a diversidade das comunidades tradicionais brasileiras. Entre elas estão caiçaras, ribeirinhos, povos ciganos, comunidades quilombolas, povos de terreiro, pescadores artesanais, extrativistas, benzedeiras, castanheiros, catadores de mangaba, faxinalenses e diversos outros grupos que preservam conhecimentos transmitidos entre gerações.
A proposta é ampliar o olhar dos leitores sobre a pluralidade cultural do país e incentivar o respeito às diferentes formas de organização social, de convivência com a natureza e de produção de conhecimento.
Rosiane Rodrigues é doutora e mestra em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e desenvolve pesquisas voltadas às relações étnico-raciais, à educação e ao patrimônio cultural. Também possui especialização em Altos Estudos do Holocausto, realizada no Museu Yad Vashem, em Jerusalém, além de pós-graduação em Educação para as Relações Étnico-Raciais.
As ilustrações da obra são de Isabela Santos, formada em Design Gráfico pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Em 2023, ela foi finalista do Nami Concours, premiação internacional dedicada à ilustração.
Com 80 páginas e indicado para leitores a partir dos seis anos, Omodé e Curumim: Infâncias Indígenas e Afro-Brasileiras integra o catálogo da Editora Moderna, empresa com mais de cinco décadas de atuação na educação brasileira e integrante do Grupo Santillana.
Ao apresentar diferentes perspectivas sobre infância, cultura e pertencimento, a obra oferece uma ferramenta de apoio para famílias, professores e escolas interessadas em promover a valorização da diversidade cultural brasileira e o respeito aos povos originários e às comunidades tradicionais.

