Bienal nas Escolas leva Bárbara Carine ao Méier

A Bienal nas Escolas promoveu mais uma ação de incentivo à leitura na cidade do Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira (19), a escritora e educadora Bárbara Carine participou de um encontro com estudantes da Escola Municipal Professor Augusto Paulino Filho, no Méier, reunindo jovens em uma conversa sobre literatura, educação e formação cidadã.

A atividade integrou a quinta edição do projeto realizada em 2026. Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da iniciativa, cerca de mil alunos das redes municipal e estadual já foram beneficiados pelas ações promovidas ao longo deste ano.

Bienal nas Escolas amplia acesso à literatura

Criado para aproximar crianças e adolescentes do universo dos livros, o projeto ocorre pela primeira vez em um período sem a realização da Bienal do Livro Rio. Mesmo assim, a programação manteve o foco na formação de leitores e na valorização da leitura dentro do ambiente escolar.

Com o tema “Livros mudam o jogo”, a edição de 2026 começou em abril, com a participação da escritora Kiusam de Oliveira em uma escola de Osvaldo Cruz. Posteriormente, Andrea Taubman esteve no Engenho Novo. Já em agosto, o projeto chegou a unidades da rede estadual com atividades conduzidas por Jessé Andarilho, Eliana Alves Cruz e Estevão Ribeiro.

Além dos encontros com autores, a iniciativa fortalece os acervos escolares. Cada unidade participante recebe a doação de 100 livros, ampliando as possibilidades de acesso à leitura entre estudantes e professores.

Bárbara Carine destaca o papel da leitura

Vencedora do Prêmio Jabuti 2024 na categoria Educação pelo livro Como ser um educador antirracista, Bárbara Carine é professora, escritora e fundadora da Escola Maria Felipa, reconhecida como a primeira escola afro-brasileira do país.

Encontro abordou literatura e educação antirracista

Durante a atividade no Méier, a autora compartilhou experiências pessoais e profissionais, além de conversar com os alunos sobre a importância da leitura para o desenvolvimento crítico e humano.

Segundo Bárbara Carine, a presença de escritores nas escolas contribui para fortalecer o vínculo dos jovens com os livros e ampliar o significado da leitura em suas trajetórias.

O impacto da ação também foi percebido pelos estudantes. Entre os participantes, relatos destacaram a oportunidade de aprender sobre respeito às diferenças, combate ao racismo e convivência saudável dentro e fora da escola.

Projeto registra resultados positivos

De acordo com os organizadores, pesquisas realizadas em escolas que receberam o projeto apontaram crescimento de 25% na procura por livros nas bibliotecas das instituições participantes.

Para os responsáveis pela iniciativa, o resultado demonstra que o contato direto entre autores e estudantes pode estimular o interesse pela leitura e contribuir para a formação de novos leitores.

Em 2025, a Bienal nas Escolas passou por 11 unidades de ensino e alcançou mais de 2 mil alunos. A programação contou com nomes como Bia Bedran, Thalita Rebouças, Jessé Andarilho e Rodrigo França.

A edição de 2026 é patrocinada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Accenture, com apoio do Grupo OLX por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. O projeto é realizado pela GL events Exhibitions e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), com apoio da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.

A iniciativa reforça o compromisso de levar a literatura para além dos grandes eventos, criando oportunidades de contato direto entre autores, livros e estudantes ao longo de todo o ano.