6 artistas LGBTQIA+ que brilharam no Lollapalooza Brasil 2026
O Lollapalooza Brasil 2026 reafirmou sua posição como um espaço de celebração da diversidade no Autódromo de Interlagos. Durante os dias 20, 21 e 22 de março, o festival foi palco de performances históricas que uniram talento musical e representatividade. Com a curadoria do Museu da Diversidade Sexual de São Paulo, selecionamos seis artistas da comunidade que entregaram shows memoráveis e que você precisa manter na sua playlist.
A presença desses talentos em grandes festivais é fundamental para remodelar o imaginário popular e ampliar a visibilidade de diferentes expressões de gênero e sexualidade. Segundo Beatriz Oliveira, do Museu da Diversidade Sexual, a música sempre foi um campo de acolhimento onde a genialidade artística ajuda a combater o preconceito. Confira abaixo os destaques que marcaram esta edição:
Ícones internacionais e a força da identidade Queer
Entre os nomes que sacudiram o público, Chappell Roan destacou-se com sua estética teatral inspirada no universo drag. Assumidamente lésbica e queer, a artista pop explora o desejo sáfico com uma franqueza que cativou os fãs brasileiros. Outro grande momento foi o show de Doechii, vencedora do Grammy 2025 de Melhor Álbum de Rap, que trouxe para o palco sua vivência como mulher negra e lésbica, combinando rimas afiadas com uma presença de palco arrebatadora.
Tyler, The Creator e Lorde também figuraram entre os favoritos, desafiando convenções tradicionais. Tyler é conhecido por incorporar temas de sexualidade fluida em suas letras de hip hop, enquanto a neozelandesa Lorde trouxe reflexões introspectivas sobre gênero em seu novo álbum, Virgin. Ambos os artistas optam por não utilizar rótulos rígidos, focando na liberdade de expressão e na descoberta de novas formas de sentir e se manifestar artisticamente.
Diversidade rítmica: do R&B de Blood Orange ao Rock de JADSA
A mistura de gêneros musicais também deu o tom da representatividade no Lollapalooza Brasil. Devonté Hynes, sob o nome Blood Orange, encantou a plateia ao mesclar jazz, soul e indie, abordando em suas composições a identidade racial e vivências trans. O artista transita por diferentes vertentes criativas, provando que a arte LGBTQIA+ é plural e não se limita a um único estilo ou rótulo.
Representando o talento nacional, a cantora JADSA trouxe sua potente mistura de MPB, pop e rock. Indicada ao Grammy Latino, ela utiliza suas composições para dar voz à lesbianidade e à identidade brasileira contemporânea. O festival encerrou sua edição de 2026 deixando claro que a diversidade não é apenas uma tendência, mas o pilar que sustenta a inovação e a relevância da música atual.
