Bruno Tenório lança álbum NAUPENC e filme experimental
O pernambucano Bruno Tenório apresenta ao público o álbum NAUPENC, seu trabalho de estreia, acompanhado de um filme experimental homônimo. O projeto une música eletrônica, experimental e pop, e marca uma nova fase na trajetória do artista, atualmente radicado no Reino Unido.
Com 10 faixas autorais, NAUPENC revela uma identidade madura como compositor e produtor. Além disso, reforça a conexão de Bruno com as raízes nordestinas, especialmente na riqueza rítmica que atravessa o disco.
NAUPENC mistura música eletrônica e polirritmia
O álbum NAUPENC é predominantemente eletrônico. No entanto, três faixas contam com bateria acústica, instrumento que acompanha Bruno desde os 12 anos. As outras sete músicas são construídas com padrões eletrônicos interligados.
Segundo o artista, o conceito central propõe uma inversão entre ritmo e melodia. Ou seja, instrumentos melódicos também funcionam como vozes rítmicas. Dessa forma, sintetizadores, guitarras e violões operam em ostinatos e loops, enquanto percussões exploram polirritmias complexas.
Bruno destaca que a repetição se transforma em narrativa emocional. Assim, o ritmo assume papel protagonista e cria uma estética retrô futurista, permeada por psicodelia mutante.
Influências e parcerias em NAUPENC
As influências do álbum passam por nomes como King Crimson, Tool, John Frusciante, Aphex Twin e Daft Punk. No entanto, o disco mantém identidade própria e forte presença de ritmos nordestinos.
O projeto foi co-produzido por Bruno Tenório, com colaboração de object blue e Mari Herzer na produção e mixagem de faixas específicas. Bruno Saraiva, da Kalouv, também participou como co-produtor em cinco músicas.
Além disso, Rafael Cadena gravou guitarra e violão em faixas selecionadas. Thiago Duarte contribuiu com percussões. O álbum foi masterizado por Beau Thomas, conhecido por trabalhos recentes com Aphex Twin.
Filme experimental NAUPENC amplia universo do álbum
Além do disco, Bruno Tenório lança o filme experimental NAUPENC, dirigido por Raul Luna. O longa cria um universo distópico ambientado em um Brasil alternativo dos anos 1980.
Na narrativa, o país é uma potência nuclear. O programa NAUPENC surge como terapia alternativa. O protagonista passa por um escaneamento corporal e é transportado para um ambiente digital.
Dentro desse sistema, ele enfrenta uma guerra virtual contra vírus. Em seguida, suas memórias se fragmentam, levando-o a um transe que culmina no encontro com um Deus Digital.
O filme complementa o conceito do álbum. Portanto, amplia a experiência sensorial e narrativa proposta por Bruno Tenório.
Com NAUPENC, o artista pernambucano consolida sua transição da performance instrumental para uma identidade autoral robusta. Ao unir música e audiovisual, ele apresenta um projeto coeso, ousado e profundamente rítmico.
