Você cresceu em uma família diretamente ligada à história da televisão e do rádio brasileiros. Em que momento percebeu que precisava construir uma trajetória profissional própria, para além do sobrenome Blota?
R. Desde criança, sempre quis ser cantora. Nunca me imaginei em qualquer momento da vida sem música, ou sem cantar. Então acredito que o desafio maior for não ter músicos na família para que eu tivesse portas abertas. Mas ao mesmo tempo, ter o apoio dos meus avós foi um diferencial.
Seu avô, Blota Júnior, foi um dos grandes nomes da comunicação brasileira. Quais ensinamentos ou valores deixados por ele você considera mais presentes na sua maneira de trabalhar atualmente?
R. Acredito que o maior legado que meu avô me deixou, foi a perseverança no que se acredita, e estudar e entender o máximo possível, aquilo que almeja na vida.
Você teve experiências importantes na televisão ao lado de nomes como Hebe Camargo e Fausto Silva. Que lembranças dessas oportunidades permanecem mais fortes e o que aprendeu com esses profissionais?
R. Foi realmente uma honra e uma grande oportunidade poder cantar para apresentadores deste gabarito. Isso só me mostrou que profissionalismo é uma das grandes ferramentas para para o sucesso. Faustão e Hebe são exemplos claros.
A música acompanha sua trajetória desde a juventude e já a levou a diferentes palcos e projetos, inclusive internacionais. O que mudou na sua relação com a música desde suas primeiras apresentações até o momento atual?
R. Quando eu era menina, o mais importante para mim era ter fama e sucesso, como as grandes estrelas, e hoje, olhando para trás eu não via o fundamental. Que fazer o que se ama, e ser feliz por isso, já é o grande sucesso.
Em 2016, você gravou com Gianluca Grignani uma versão em português de “Destinazione Paradiso”. Como surgiu essa parceria e qual foi o significado dela para sua carreira?
R. Gravar com o Gianluca foi um grande presente. Ele é incrível. Um grande artista! Fizemos um dueto, a música Destinazione Paradiso em italiano/português para ser tema de novela, através da Sony Músic Itália. Foi um trabalho muito bem recebido, e recebi matérias muito carinhosas tanto da Itália, quanto do Brasil.
Nas redes sociais, você tem apresentado interpretações de clássicos nacionais e internacionais. O que procura transmitir ao escolher uma música para interpretar e que papel a emoção ocupa nesse processo?
R. Sempre que escolho uma canção para interpretar, procuro alguma que se alguma forma remeta o ouvinte a uma lembrança, ou que emocione. Geralmente escolho clássicos nacionais ou internacionais. Mas amor compor também…
Sua formação reúne Publicidade, Filosofia e criação de conteúdos audiovisuais. De que maneira essa combinação de áreas influencia o seu trabalho como comunicadora e artista?
R. Eu acho que a Publicidade te dá ferramentas para criar, divulgar, “vender seu peixe”. O audiovisual uso constantemente na produção tanto de vídeos, quanto em estúdio, para produzir minhas próprias canções. E Filosofia fiz por amor, mas se formos pensar, se encaixa em todas as áreas da vida.
Você também atua como empresária. Quais foram os principais desafios de conciliar a carreira artística com o empreendedorismo e a gestão dos próprios projetos?
R. Adoro produzir e lançar novos artistas! O espaço existe, e o grande barato é você encontrar meios para fazer um talento aflorar. Mas isso eu faço para outros. Porque o mais difícil é fazer a minha própria carteira, pois o emocional entra muito em jogo. Acho que é o grande desafio. Mas paralelamente tenho uma Produtora de Audiovisual com meu marido e minha irmã, e também tenho em sociedade com a minha irmã, uma Loja de bodyplash.
O MULHER POD nasce justamente do encontro entre diferentes facetas da sua trajetória. Como surgiu a ideia do programa e qual lacuna você gostaria de preencher com esse projeto?
R. Sempre quis fazer um Programa em que a mulher tivesse seu espaço, onde pudesse ter voz para falar sobre começos e recomeços, vitórias, amor, e isso, em qualquer fase da vida. Ser feliz não tem idade. E ligar tudo isso a uma boa música. Foi quando eu apresentei o Projeto para o Fabio Corrêa e para o Vinny Dlakart, que prontamente abraçaram e incentivaram o Projeto. Sorte minha

Apesar do nome, o programa não será exclusivamente voltado para mulheres. Que tipo de conversa você deseja proporcionar aos convidados e ao público?
O programa dará vozes às mulheres em todas as suas versões, mas também terá convidados homens para falar sobre elas, na ótica masculina! Será sensacional saber como elas pensam e como eles pensam sobre essas questões femininas.
O programa também terá momentos musicais protagonizados por você e seus convidados. Por que foi importante inserir a música dentro de um projeto essencialmente baseado em entrevistas?
R. No final de cada programa, pretendo fazer um dueto com o entrevistado, para juntos cantarmos algo que faça sentido na vida dele.
Acredito que colocar música no programa, vai aproximar mais o ouvinte de quem eu sou e o que amo. Sempre digo que minha vida é uma trilha sonora….rsrs
Depois de tantos caminhos percorridos entre música, televisão, comunicação e empreendedorismo, qual é o próximo desafio que Thereza Blota gostaria de assumir — e existe algum projeto que ainda considera um sonho?
R. Graças a Deus, acho que consegui realizar muitos dos meus sonhos, mas acredito que o MulherPod, e trabalhar com rádio, são dois sonhos em conjunto que vou realizar com muito amor e felicidade.

