Festival gratuito reúne 16 autores e convidados para três dias de atividades sobre literatura indígena, território e saberes ancestrais
A 5ª edição do Festival Caju de Leitores começa nesta quarta-feira, 2 de setembro, na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, localizada no Território Indígena Barra Velha, em Porto Seguro, na Bahia. Com programação gratuita, o evento segue até sexta-feira (4) e reúne 16 autores e convidados em rodas de conversa, contações de histórias, apresentações culturais e atividades educativas.
A abertura está marcada para as 8h e terá a participação do cacique Marrudo Pataxó, da Aldeia Xandó, e de Maria Coruja, anciã e mestra dos saberes Pataxó, homenageada desta edição.
Com o tema “Um Manifesto de Bichos”, o Caju de Leitores 2026 propõe diferentes formas de observar a relação entre os bichos, as narrativas, os conhecimentos tradicionais e o território.
Entre os convidados estão Geni Nuñez, escritora, psicóloga e ativista indígena Guarani; Auritha Tabajara, escritora e cordelista; e Mariela Tulián, escritora, educadora e liderança indígena do povo Comechingón, da Argentina.
Caju de Leitores destaca literatura indígena
A programação do primeiro dia inclui a roda de conversa “Como chamamos os bichos em Patxohã: histórias de aldeia”, com Giovanna Pataxó e Apêtxienã Pataxó.
Geni Nuñez e Auritha Tabajara participam ainda da conversa “Descolonizando afetos na literatura indígena infantil: o que os bichos nos ensinam”.
Na quinta-feira (3), Maria Coruja e Auritha Tabajara conduzem uma contação de histórias. Já Mariela Tulián, Sairi Pataxó e Sebastian Gerlic participam da roda “Povos indígenas de Abya Yala: conexão ancestral por meio do livro literário indígena — quem é o nosso bicho ancestral?”.
O segundo dia também terá a apresentação dos resultados da I Pesquisa Caju de Leitores, iniciativa voltada à relação de crianças e jovens de escolas indígenas de Porto Seguro e do distrito de Caraíva com os livros e a leitura em diferentes contextos escolares.
Programação termina com apresentações culturais
Na sexta-feira (4), Maurício Negro, Sol Itaputyr e Tucunã Pataxó participam da mesa “Quando as imagens também contam as histórias dos bichos”.
A programação de encerramento também inclui apresentações de danças e cânticos dos Marujos Pataxó, ampliando a presença das manifestações culturais indígenas durante o festival.
Além das atividades realizadas na Aldeia Xandó, o projeto conta com uma programação acadêmica que antecede a abertura oficial.
Jornada de Literaturas Indígenas acontece nesta terça
Nesta terça-feira, 1º de setembro, a III Jornada de Literaturas Indígenas da UFSB integra as atividades que antecedem o festival.
Entre os destaques está a apresentação dos resultados da I Pesquisa Caju de Leitores, que busca compreender como crianças e jovens de escolas indígenas de Porto Seguro e de Caraíva se relacionam com os livros e com a leitura.
Às 19h, o Campus Sosígenes Costa da UFSB, em Porto Seguro, recebe a Varanda Indígena, mesa-redonda dedicada ao ensino e às literaturas indígenas, com Vanessa Guarani Ratton e Paulo de Tássio Borges da Silva.
As inscrições para a Jornada estão disponíveis por formulário online.
Festival acontece na Aldeia Xandó
O Caju de Leitores mantém a programação concentrada na Oca Tururim durante os três dias do festival. As atividades acontecem das 8h às 17h e têm acesso gratuito.
A iniciativa também contará com equipe de assessoria de imprensa no local para apoiar a cobertura jornalística e intermediar entrevistas com os convidados e representantes da organização.
Serviço — Caju de Leitores 2026
Tema: Um Manifesto de Bichos
Data: 2, 3 e 4 de setembro de 2026
Horário: das 8h às 17h
Local: Oca Tururim, Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, Porto Seguro (BA)
Acesso: gratuito
