A exposição BioOCAnomia Amazônica presta homenagem ao Cacique Raoni, uma das principais lideranças indígenas do mundo, no Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Em cartaz até 3 de novembro de 2026, a mostra reúne personalidades que contribuíram para a preservação da Amazônia e para a defesa dos direitos dos povos originários. A entrada é gratuita. As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa do Museu do Jardim Botânico.
Concebida pelo SESI Lab e apresentada pela primeira vez na capital fluminense, a exposição propõe uma experiência imersiva sobre biodiversidade, bioeconomia, inovação e conservação ambiental. O percurso expositivo combina recursos interativos, jogos educativos e conteúdos científicos para aproximar o público dos desafios e das oportunidades relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Reconhecido internacionalmente por sua atuação em defesa da floresta e dos povos indígenas, o Cacique Raoni, líder do povo Mebêngôkre (Kayapó), ocupa um espaço de destaque na exposição. Sua trajetória é apresentada como símbolo da resistência indígena e da luta pela conservação da Amazônia.
Ao longo das últimas décadas, Raoni tornou-se uma referência global na defesa dos territórios tradicionais e da biodiversidade brasileira. Sua participação na mostra reforça a importância dos conhecimentos ancestrais na construção de modelos sustentáveis de desenvolvimento.
Além de homenagear o líder indígena, a exposição reúne histórias de outras personalidades comprometidas com a proteção da floresta, incentivando reflexões sobre o equilíbrio entre preservação ambiental, inclusão social e inovação.
A exposição está organizada em cinco eixos temáticos: “A floresta e o mundo”, “Saberes amazônicos”, “Bioeconomia”, “Indústria e inovação” e “Direitos da floresta”.
Logo no início da visita, o público é convidado a refletir sobre o papel estratégico da Amazônia para o equilíbrio climático global. A mostra também aborda desafios como desmatamento, queimadas, mineração, mudanças climáticas e desigualdades sociais.
Ao longo do percurso, ambientes imersivos apresentam como ciência, tecnologia e conhecimentos tradicionais podem atuar de forma integrada para promover soluções sustentáveis.
Toda a cenografia foi desenvolvida com materiais reciclados e subprodutos da agroindústria, evidenciando práticas alinhadas aos princípios da economia circular e da sustentabilidade.
Entre os destaques da exposição estão os recursos interativos que estimulam a participação do visitante. Jogos educativos, instalações multimídia e experiências sensoriais ajudam a explicar conceitos relacionados à biodiversidade e à bioeconomia.
Segundo Grazielle Giacomo, gerente técnica do Museu do Jardim Botânico, a iniciativa reforça a missão da instituição de incentivar debates sobre conservação ambiental e futuro por meio de experiências educativas e acessíveis.
Já a superintendente de Cultura do SESI, Cláudia Ramalho, destacou, em material divulgado pela assessoria, que a circulação da mostra amplia o acesso do público às discussões sobre ciência, inovação e preservação ambiental em diferentes regiões do país.
O desenvolvimento da BioOCAnomia Amazônica contou com um comitê curatorial formado por pesquisadores, consultores especializados e representantes de instituições ligadas à ciência, inovação e sustentabilidade.
Participaram da construção do conteúdo cientistas de universidades do Amazonas e do Pará, além do Instituto Amazônia+21, dos Institutos SENAI de Inovação e da Gerência Executiva de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A itinerância integra o projeto SESI Lab Itinerante, criado para democratizar o acesso às exposições e ampliar o alcance das ações educativas desenvolvidas pelo museu em diferentes estados brasileiros.
BioOCAnomia Amazônica
Local: Museu do Jardim Botânico
Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico – Rio de Janeiro (RJ)
Período: até 3 de novembro de 2026
Funcionamento: quinta a terça-feira, das 10h às 18h (última entrada às 17h). O museu permanece fechado às quartas-feiras.
Entrada: gratuita.

