Dia Mundial do Rock: gênero se reinventa e vive

Dia Mundial do Rock: gênero se reinventa e vive

Especialista explica que rock nunca morreu; ele apenas se transformou na música contemporânea

São Paulo, 08 de julho de 2026 – A pergunta ecoa em cada Dia Mundial do Rock, celebrado em 13 de julho: afinal, o rock morreu? A resposta pode surpreender. O gênero não desapareceu. Ele se reinventou profundamente. O streaming, os algoritmos e as playlists mudaram a forma de consumir música. Hoje, diferentes estilos coexistem sem que um único gênero domine a cena cultural. É o que explica Ciro Visconti, coordenador da pós-graduação em Rock da Faculdade Santa Marcelina. No Dia Mundial do Rock, ele afirma que o gênero segue vivo, presente e influente. Apenas ocupa um espaço diferente do que tinha no século passado.

Durante décadas, o rock foi o centro da cultura pop. Rádios, revistas e grandes gravadoras impulsionavam artistas como The Beatles e Queen. Elvis Presley tornou-se fenômeno global com o apoio dessa indústria concentrada. O talento dos músicos era inegável. Mas o streaming transformou essa dinâmica por completo. Algoritmos e comunidades digitais ampliaram o acesso a diferentes cenas musicais. Bandas raramente alcançam o mesmo impacto cultural de seus antecessores. O rock perdeu a hegemonia, mas ganhou em diversidade e capilaridade.

Rock nunca foi um estilo fechado, afirma coordenador

Ciro Visconti explica que a transformação acompanha o gênero desde sua origem. “O rock nasceu do encontro entre blues, rhythm and blues, country e folk”, lembra o docente. Ele continuou evoluindo ao incorporar novas influências ao longo das décadas. Hoje, esse processo acontece de forma ainda mais intensa. Artistas transitam entre música eletrônica, folk, rap, pop e rock. Eles não precisam se enquadrar em categorias rígidas. “Mais do que um conjunto de características sonoras, o rock se consolidou como uma linguagem musical”, conclui Visconti. Essa flexibilidade explica sua presença atual. O gênero aparece mesmo sem o rótulo direto.

Bandas contemporâneas desafiam definições tradicionais

Muitas bandas contemporâneas exemplificam essa reinvenção. O Fontaines D.C. parte do pós-punk, mas incorpora spoken word, folk e música eletrônica. O Wolf Alice transita entre shoegaze, britpop, grunge e indie rock. Já o Geese explora diferentes facetas do rock em faixas como “2122”. A música mistura referências do pós-punk, country e folk. Todas essas bandas mostram que o rock virou ponto de partida criativo. Ele deixou de ser uma fórmula fechada. “O rock nunca teve medo de mudar”, afirma Visconti. A história do gênero é marcada pela reinvenção e pela vanguarda.

Gênero se reinventa sem perder influência na música

O que vemos hoje é apenas mais um capítulo dessa trajetória. O rock pode não ocupar o mesmo lugar de 30 ou 40 anos atrás. Mas ele continua vivo como influência para novos subgêneros. A indústria musical mudou, mas o rock permanece como linguagem criativa. A Faculdade Santa Marcelina oferece formação aprofundada sobre o tema. A instituição mantém uma pós-graduação em Rock desde 2020. O curso atrai músicos, produtores e pesquisadores interessados na evolução do gênero.

O Dia Mundial do Rock foi criado em homenagem ao Live Aid, em 1985. O evento reuniu grandes nomes do rock em prol da ajuda à África. A data tornou-se símbolo da força cultural do gênero. Em 2026, a celebração ganha um novo significado. O rock não está morto; ele apenas se adaptou ao novo século. Sua essência segue presente em arranjos, atitudes e experimentações. O gênero sobreviveu à era digital com sua capacidade única de se renovar.


Sobre a Faculdade Santa Marcelina: A instituição é mantida pela Associação Santa Marcelina, fundada em 1915. Oferece cursos de Graduação e Pós-Graduação nas unidades Perdizes e Itaquera, além de ensino a distância.

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