Plebe Rude celebra 40 anos de ‘O Concreto Já Rachou’

Plebe Rude celebra 40 anos de ‘O Concreto Já Rachou’

Plebe Rude celebra 40 anos de ‘O Concreto Já Rachou’ com o lançamento de uma edição comemorativa em vinil e uma nova versão de “Até Quando Esperar”, gravada com participações de Herbert Vianna e Jaques Morelenbaum. O projeto marca as quatro décadas de um dos discos mais influentes do rock brasileiro e também comemora os 45 anos de trajetória da banda brasiliense.

Lançado originalmente em 1986, O Concreto Já Rachou é considerado uma obra fundamental do BRock por reunir letras de forte crítica social, sonoridade punk e composições que permanecem atuais. A celebração chega acompanhada de novidades que aproximam o álbum de novas gerações de ouvintes.

Plebe Rude relança clássico do rock brasileiro em vinil

A nova edição de O Concreto Já Rachou resgata a capa original criada pelo fotógrafo Flávio Colker e pelo desenhista Cláudio Paiva. O vinil ganha formato gatefold, com abertura dupla, e inclui um compacto-bônus de sete polegadas.

O material extra reúne demos de quatro músicas: “Proteção”, “Johnny Vai à Guerra (Outra Vez)”, “Sexo e Karatê” e “Minha Renda”. As gravações revelam versões pré-produção das canções e evidenciam a influência da banda britânica The Clash sobre a sonoridade da Plebe Rude.

A adaptação gráfica da nova edição foi desenvolvida por Gutje Woortman, ex-baterista da formação clássica do grupo.

Nova gravação de “Até Quando Esperar” reúne convidados especiais

Como parte das comemorações, a Plebe Rude lançou um single e um clipe inéditos de “Até Quando Esperar”. A gravação reúne os integrantes Philippe Seabra, Clemente Nascimento, André “X” Mueller e Marcelo Capucci ao lado de Herbert Vianna e Jaques Morelenbaum.

A participação de Morelenbaum resgata um dos elementos mais marcantes da gravação original: a introdução ao violoncelo. Já Herbert Vianna, que produziu o álbum em 1986, acrescenta voz e guitarra à nova versão.

Álbum mantém relevância quatro décadas depois

As letras de O Concreto Já Rachou continuam dialogando com questões sociais e políticas contemporâneas. Faixas como “Até Quando Esperar”, “Proteção”, “Johnny Vai à Guerra (Outra Vez)” e “Brasília” abordam desigualdade, repressão, conflitos e a sensação de inquietação diante da realidade brasileira.

As composições ajudaram a consolidar a Plebe Rude como uma das bandas mais importantes do rock de Brasília, movimento que também revelou grupos como a Legião Urbana, os Paralamas do Sucesso e o Capital Inicial.

Projeto inclui documentário e conteúdos inéditos

A programação comemorativa ainda inclui um documentário no formato “faixa a faixa”. Na produção audiovisual, Philippe Seabra e André “X” Mueller conversam com o produtor Álvaro Alencar sobre a história do disco e os bastidores das gravações.

Segundo Paulo Lima, presidente da Universal Music Brasil, o projeto representa uma oportunidade de renovar o legado da Plebe Rude e apresentar a força de suas canções a novos públicos.

Quarenta anos após o lançamento original, O Concreto Já Rachou retorna em uma edição especial que reafirma a relevância de um dos trabalhos mais emblemáticos da música brasileira e evidencia a permanência de temas que continuam despertando reflexão no país.

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