“Mano” relembra Erasmo Carlos em versão rap

“Mano” relembra Erasmo Carlos em versão rap

O álbum “Mano” de Erasmo Carlos reúne artistas do rap brasileiro para revisitar canções marcantes da fase mais inquieta do cantor nos anos 1970. O projeto chega às plataformas digitais em 22 de maio de 2026 como parte das homenagens ao Tremendão, que completaria 85 anos em junho.

O disco apresenta releituras que conectam temas como amor, liberdade, desordem social e resistência ao cenário contemporâneo brasileiro.

“Mano” de Erasmo Carlos aproxima rap e música brasileira

O projeto reúne nomes como Emicida, Criolo, Marcelo D2, Dexter, Xamã, Rael, Budah, Tássia Reis e Tasha & Tracie.

Os artistas participam diretamente dos fonogramas originais de Erasmo Carlos, criando diálogos entre passado e presente.

Segundo Marcus Preto, diretor artístico do álbum, a proposta surgiu para atualizar o repertório sem descaracterizar as canções.

“A gente queria algo mais criativo do que simplesmente um disco de remixes”, explica Marcus Preto.

A ideia também partiu de Léo Esteves, filho e empresário de Erasmo Carlos, que buscava novas formas de apresentar essa fase do artista às novas gerações.

Álbum resgata fase politizada de Erasmo Carlos

“Mano” mergulha especialmente nos discos lançados por Erasmo entre 1971 e 1974.

Nesse período, o cantor já havia se afastado da imagem juvenil da Jovem Guarda e passou a abordar temas mais densos.

Canções como “É Preciso Dar um Jeito, Meu Amigo” ganharam nova relevância nos últimos anos após integrarem a trilha sonora do filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles.

A música se transformou em símbolo afetivo e político dentro da obra do artista.

Emicida abre álbum com releitura emblemática

A faixa “É Preciso Dar um Jeito, Meu Amigo: A Vida Irrita a Arte” reúne Emicida e Tropkillaz.

A releitura preserva o riff original enquanto adiciona versos inéditos e referências à cultura brasileira contemporânea.

Além disso, o álbum utiliza elementos do rap, reggae e samba-rock para ampliar o alcance das composições de Erasmo.

“Mano” destaca encontros entre gerações

Ao longo do disco, cada artista cria interpretações próprias para as músicas.

Criolo e Tássia Reis participam de “Gente Aberta: Imensamente Visceral”, enquanto Marcelo D2 aparece em “Maria Joana: Pra Que as Trevas Destravem”.

Já Xamã interpreta “Sábado Morto: Eu Enquanto Pássaro”, trazendo referências urbanas e contemporâneas para a faixa.

Segundo o projeto, a ideia é aproximar a obra de Erasmo Carlos de uma juventude negra e periférica sem perder a essência original das canções.

Rap reforça atualidade da obra de Erasmo

O álbum também evidencia como temas presentes nas músicas dos anos 1970 continuam atuais.

Questões relacionadas à liberdade, intolerância, afeto e transformação social aparecem conectadas às discussões do Brasil contemporâneo.

Para Paulo Lima, presidente da Universal Music Brasil, o encontro entre Erasmo Carlos e o rap acontece de forma natural.

“O projeto expande o legado de Erasmo e reafirma sua relevância no cenário atual”, afirma Paulo Lima.

Confira artistas presentes em “Mano”

O álbum reúne participações de diferentes nomes do rap nacional:

  • Emicida e Tropkillaz
  • Criolo
  • Tássia Reis
  • Marcelo D2
  • Dexter
  • Xamã
  • Rael
  • Budah
  • Tasha & Tracie

O projeto estará disponível nas plataformas digitais a partir de 22 de maio.

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