Editora Relicário lança livro “Guerrilhas Históricas”
O livro “Guerrilhas Históricas”, de Pedro Kalil, acaba de ser lançado pela Editora Relicário e propõe uma leitura crítica da história a partir das teorias feministas nas artes. A obra investiga produções da literatura, do cinema e do teatro entre as décadas de 1960 e 1980, destacando vozes que foram historicamente silenciadas.
Resultado de mais de dez anos de pesquisa acadêmica, o livro terá lançamentos presenciais em Minas Gerais. Em Belo Horizonte, o evento acontece no dia 28 de janeiro, às 18h30, na Livraria Quixote. Já em Rio Acima, o lançamento será no dia 30 de janeiro, das 11h às 13h, na Praça Prefeito Milton Gonçalves dos Santos.
Livro “Guerrilhas Históricas” revisita teorias feministas
No livro “Guerrilhas Históricas”, Pedro Kalil articula teoria da literatura, teoria do cinema e teoria do teatro sob uma perspectiva feminista. A pesquisa teve início em 2010, durante seu doutorado, e se desdobrou em investigações realizadas no Brasil e no exterior.
A obra dialoga com produções teóricas e artísticas que foram excluídas das narrativas oficiais. Assim, o autor propõe uma reescrita crítica da história, questionando cânones e metodologias dominantes. O projeto foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo.
Memória, apagamento e disputa simbólica nas artes
Um dos eixos centrais do livro “Guerrilhas Históricas” é a crítica à forma como a História foi construída. Segundo o autor, os registros tradicionais apagaram sistematicamente a presença das mulheres.
A partir desse diagnóstico, Kalil analisa como as teorias feministas criaram estratégias para romper esse ciclo. O livro aborda a criação de novos critérios estéticos, históricos e políticos, além da disputa simbólica no campo da cultura.
Entre as referências analisadas estão nomes como Judy Chicago, bell hooks, Donna Haraway, Susan Griffin e Toril Moi. Para o autor, revisitar essas produções é um gesto político no presente.
Teoria comparada amplia leitura crítica
O livro “Guerrilhas Históricas” se apoia na metodologia da Teoria Comparada. O método coloca diferentes campos artísticos em diálogo, sem hierarquias, para evidenciar convergências e tensões.
Entre as estratégias feministas estudadas estão a reavaliação de obras feitas por mulheres, o questionamento da ideologia histórica e a reconstrução do passado a partir da arte produzida no presente.
A publicação conta com prefácio da professora Ildney Cavalcanti e orelha assinada por Carla Italiano, que destacam a atualidade e a força crítica da obra.
Com essa abordagem, Pedro Kalil reforça a importância da memória como ferramenta de transformação e resistência no campo acadêmico e artístico.
