Por que as músicas chicletes do Carnaval não saem da cabeça

Por que as músicas chicletes do Carnaval não saem da cabeça

As músicas chicletes do Carnaval ajudam a explicar um fenômeno que se repete todos os anos. Em 2026, alguns hits não só embalam blocos, trios elétricos e ensaios, como continuam tocando na mente do público mesmo depois que a festa acaba. Canções como “Jet-Ski”, de Pedro Sampaio com Melody, e lançamentos recentes da Anitta viraram trilha sonora da folia — e também da memória coletiva.

Essas músicas estão por toda parte: dominam playlists de verão, vídeos nas redes sociais, academias, carros e festas. O efeito é quase inevitável: o refrão gruda na cabeça e parece impossível de esquecer.

A lógica por trás do “chiclete”

Segundo a DJ Scheila Santos, o sucesso das músicas chicletes do Carnaval segue uma lógica sonora bem definida. Nada acontece por acaso. Um dos principais elementos é o refrão curto, direto e fácil de cantar.

“O refrão aparece várias vezes ao longo da música. Com isso, o cérebro passa a reconhecer aquele som como algo familiar”, explica. Quando essa repetição se mistura à intensidade emocional do Carnaval, a canção vira uma memória afetiva instantânea.

Repetição em todos os lugares

Durante o Carnaval, a exposição a essas músicas é constante. A mesma faixa toca no bloco, no carro, nos ensaios, nos vídeos do Instagram e do TikTok — muitas vezes no mesmo dia.

Para Scheila, ouvir o mesmo trecho em contextos diferentes cria uma associação emocional automática. “O cérebro conecta aquela música à sensação de alegria, liberdade e pertencimento”, afirma. É por isso que, mesmo depois da folia, o refrão continua ecoando na cabeça.

Hits feitos para funcionar rápido

No caso de “Jet-Ski”, o ritmo acelerado e a batida marcada ajudam a fixar a música rapidamente. O refrão repetitivo favorece o canto coletivo, um elemento essencial nos blocos de rua. Já as faixas da Anitta que circulam neste Carnaval apostam em frases simples e ganchos fáceis de memorizar.

“São músicas pensadas para que todo mundo aprenda na primeira ou na segunda vez que escuta”, diz a DJ. Esse formato favorece o consumo rápido e amplia o alcance tanto nas ruas quanto nas plataformas digitais.

Quando a música vira lembrança

Segundo Scheila Santos, o cérebro tende a “gravar” esse tipo de música como parte da experiência vivida. Mesmo quando o som para, a mente continua repetindo o refrão como uma espécie de replay emocional.

Por isso, depois que o Carnaval passa, as músicas chicletes do Carnaval seguem vivas na memória. Elas passam a representar encontros, risadas, histórias e emoções daquele período. Mais do que hits passageiros, essas canções se transformam na trilha sonora emocional do verão.

marramaqueadmin