Sherlock Holmes retorna em novo thriller literário ao lado de Moriarty
O universo de Sherlock Holmes ganha um novo capítulo com o lançamento de Holmes e Moriarty, romance que marca o retorno do detetive mais famoso da literatura em um confronto direto com seu maior inimigo. Publicado pela Globo Livros, o livro é assinado pelo jornalista e escritor inglês Gareth Rubin e conta com autorização oficial do espólio de Sir Arthur Conan Doyle, um aval raro e disputado no mercado editorial.
A obra resgata o clima clássico das histórias ambientadas em Baker Street, mas aposta em uma narrativa contemporânea, repleta de suspense, conspirações e jogos de inteligência. O resultado é um thriller que dialoga tanto com fãs tradicionais quanto com novos leitores.
Um mistério que começa no teatro
A trama tem início quando George Reynolds, um ator em busca de reconhecimento, procura Sherlock Holmes com um pedido incomum. Ele foi contratado por um homem misterioso para encenar repetidamente uma peça sobre a morte do rei Eduardo IV. O detalhe inquietante: a apresentação acontece sempre para os mesmos doze espectadores, sem a presença de outros atores.
O que parece apenas uma excentricidade logo se transforma em algo muito mais perigoso. A investigação conduz Holmes a uma rede de segredos que ultrapassa o mundo artístico e toca estruturas ocultas de poder.
O retorno de Moriarty
Ao lado do fiel Dr. Watson, Sherlock Holmes enfrenta cartas anônimas, assassinatos e rituais secretos ligados a uma seita com influência direta sobre a realeza britânica. É nesse contexto que surge novamente o Professor James Moriarty, frio, brilhante e estrategista.
O embate entre Holmes e Moriarty se constrói de forma gradual, com duelos psicológicos e armadilhas intelectuais que mantêm a tensão até as últimas páginas.
Narrativa com múltiplos pontos de vista
Um dos diferenciais do livro está na estrutura narrativa. A história é contada alternadamente por Dr. Watson e pelo coronel Sebastian Moran, braço direito de Moriarty. Essa escolha oferece ao leitor uma perspectiva inédita sobre o confronto entre dois ícones da ficção policial.
Gareth Rubin mantém vivos os elementos clássicos que consagraram Sherlock Holmes — dedução, lógica e observação — enquanto imprime ritmo acelerado e reviravoltas dignas de um thriller moderno.
Um clássico reinventado
Com mais de 300 páginas, Holmes e Moriarty se firma como uma leitura envolvente e respeitosa ao legado de Conan Doyle. O livro reforça o apelo atemporal do personagem e prova que, mesmo após mais de um século, Sherlock Holmes continua fascinando gerações.
Autor também de A Ampulheta, Gareth Rubin já escreveu para importantes jornais britânicos e dirigiu um documentário sobre o hospital psiquiátrico Bethlem Royal. Em seu novo romance, ele demonstra habilidade ao equilibrar tradição e inovação — ingrediente essencial para manter vivos os grandes mitos da literatura.
